1ª edição da Semana do Microcrédito destaca casos de sucesso de Viana do Castelo

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Esta quarta-feira, assinalou-se em Viana do Castelo um dos pontos altos da 1ª edição da Semana do Microcrédito, com a apresentação de casos de sucesso “made in Viana” e no Norte do país. Num evento que aconteceu no auditório do Crédito Agrícola do Noroeste, o fórum “Microempreendedorismo e Território – desafios aos parceiros do Alto Minho” reuniu empresários que quiseram partilhar a sua experiência, numa iniciativa promovida pela Associação Nacional do Direito ao Crédito (ANDC), com o apoio da instituição bancária e da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Correia da Silva, presidente do Conselho de Administração Executivo  do Crédito Agrícola do Noroeste, revelou à Geice que esta parceria tripartida pretende “promover a ideia” dos empresários locais, para que surjam “mais propostas” que, “com um baixo valor”, podem “promover o emprego”. “Nós gostaríamos que as pessoas soubessem que existe esta parceria, que está disponível para ajudar na criação de emprego”, revelou o responsável, revelando que, entre as diferentes linhas de crédito existentes, já investiram “mais de 2 milhões de euros em financiamento”. “Há muita gente que arranja emprego desta forma e nós temos essa disponibilidade financeira para ajudar”, assumiu.

Um dos exemplos de sucesso é a loja “Vai e Vem”, situada em pleno centro histórico da cidade de Viana do Castelo. O casal Paulo Martinez e Paula Pequeno decidiu criar, há quase dois anos e meio, uma loja de roupa para criança em segunda mão.

Assumiram que a ideia já tinha alguns anos, mas que ficou “em stand by” até à altura em que os dois se viram sem emprego. Foi através desta parceria entre a ANDC, Crédito Agrícola do Noroeste e Câmara de Viana que conseguiram o crédito que lhes permitiu o lançamento do negócio, investindo numa loja “organizada, bonita, com roupa boa e bem apresentada”.

“Pelos nossos dois filhos, vemos que existe muita roupa e muitos artigos que praticamente não são usados, que não chegam a desgastar-se, e que é um desperdício não voltarem a ser utilizados”, revelou Paula Pequeno. Em Viana, não havia nenhum negócio deste género”, assegurou a responsável, explicando que “o negócio tem corrido bem, apesar de as pessoas ainda não nos procurarem tanto quanto desejaríamos”.

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