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admin 23 Abr 2010

A28: Utentes afirmam que estrangeiros vão ficar isentos de portagens

O porta-voz dos utentes da A28 denunciou que os automobilistas estrangeiros vão ficar isentos do pagamento das portagens nas três vias SCUT, que o Governo […]

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O porta-voz dos utentes da A28 denunciou que os automobilistas estrangeiros vão ficar isentos do pagamento das portagens nas três vias SCUT, que o Governo anunciou já para o mês de Julho. Isto porque tendo em conta o modelo previsto de colocação de chip nas viaturas, Jorge Passos diz que ninguém poderá obrigar os cidadãos estrangeiros a colocaram um chip. “Então o cidadão estrangeiro vai entrar na fronteira e parar para por um chip nas matrículas? Este pagamento de portagens, nos moldes em que se avizinha, será apenas para os residentes em Portugal, os outros não”, começou por reagir Jorge Passos, do movimento “Naturalmente Não ás Portagens na A28”, sublinhando: “Se o controlo for feito por um chip, colocado nas viaturas, não será possível impor isso aos estrangeiros. Só vão pagar os portugueses”.

 

O ministro das Finanças avançou que as portagens nas auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) vão estar efectivas e a cobrar a partir de 1 de Julho. Na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros, Teixeira dos Santos lembrou que as portagens já estavam previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento, foram debatidas e irão estar efectivas a partir Julho. Este anúncio surge depois de, sábado, os utentes das três SCUT onde o Governo já anunciou que iria introduzir portagens (Norte Litoral, Costa de Prata e Grande Porto) terem promovido uma marcha lenta de protesto nas três auto-estradas. “É estranho que a decisão surja dias depois da nossa grande marcha-lenta. Ainda para mais é também muito precipitada porque nada disto está regulamentado. Vamos reunir com os movimentos das outras vias e em conjunto, decidirmos novas formas de contestação endurecermos a luta”, disse, Jorge Passos. Argumentou que a A28 “não cumpre nenhum dos três critérios” fixados pelo Governo para introduzir portagens.  Referiu, desde logo, que uma viagem pela EN13, única via alternativa, demora “duas vezes e meia mais” do que pela A28. Aludiu ainda ao conjunto de constrangimentos da EN13, que impedem o trânsito de pesados “em grande parte dos troços” e que poderá mesmo ver o troço que atravessa a cidade da Póvoa de Varzim transformado em zona pedonal. Por último, sublinhou que os índices de poder de compra dos concelhos servidos pela A28 ficam abaixo dos “tetos” definidos pelo Governo para introduzir portagens.

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