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admin 30 Abr 2010

ENVC: Empresa que assegura ferries nos Açores encomenda a Viana

A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) fechou um negócio superior a 120 milhões de euros tentando assim salvar um mandato “complicado”, […]

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A administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) fechou um negócio superior a 120 milhões de euros tentando assim salvar um mandato “complicado”, que teve no ‘caso Atlântida’ o principal revés. Curiosamente o comprador será precisamente o grupo Hellenic Seaways que tem vindo a assegurar as ligações marítimas no arquipélago dos Açores, tal como vai acontecer este ano. Serviço que, nesta altura, já deveria estar a ser feito pelo Atlântida, não fosse a rescisão de contrato feita pelo Governo liderado por Carlos César quando o navio, construído nos ENVC e avaliado em 50 milhões, já estava pronto.

 
Fonte dos estaleiros explicou que este contrato – praticamente fechado – com o armador grego prevê a construção de dois ferries, para assegurar a ligação entre as ilhas daquele país, além da possibilidade de um terceiro. Quanto à administração dos ENVC, presidida por Jorge Rolo, está prestes a terminar o seu mandato, tendo sido adiada para 07 de Maio a Assembleia Geral em que serão eleitos os novos responsáveis pelos destinos da empresa. O negócio com os gregos é visto como um “balão de ar” para a empresa, dada a falta de novas encomendas há vários anos, e por permitir aos estaleiros entrar num novo nicho de mercado. Os ENVC fecharam o ano de 2009 com um prejuízo de 22 milhões de euros e o passivo ascende a 60 milhões, em grande parte explicado pela recusa do Governo dos Açores em receber o navio Atlântida, por a embarcação não cumprir com a velocidade contratualizada. O negócio com o armador grego representa o primeiro navio “fechado” pela actual administração dos ENVC, mas trata-se de um grupo bem conhecido dos Açores, já que desde 2008, através do navio Express Santorini, assegura a ligação marítima no arquipélago entre Maio e Outubro. Operação que volta a repetir dentro de dias, numa altura em que há exactamente um ano o ferry Atlântida se encontra encostado na doca dos ENVC, com custos anuais de 200 mil euros.

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