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admin 30 Abr 2010

“Linchamento popular”: Cinco arguidos ficam em liberdade, familia indignada

Já há cinco suspeitos constituídos arguidos pela co-autoria das agressões que se revelaram mortais para o jovem Tiago Puga, na sequência do que muitos apelidaram […]

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Já há cinco suspeitos constituídos arguidos pela co-autoria das agressões que se revelaram mortais para o jovem Tiago Puga, na sequência do que muitos apelidaram de Justiça Popular, caso ocorrido em Viana do Castelo a 05 de Março. Segundo avançou fonte da Policia Judiciária, todos estes suspeitos estão em liberdade, aguardando julgamento com Termo de Identidade e Residência, num processo que aponta para “agressões” agravadas pelo resultado: a morte do rapaz.

 

 
A mesma fonte acrescentou que segundo os indícios da investigação, que na próxima semans deverá ser remetida para o Ministério Público, tudo indica que “não terá havido premeditação” neste caso, o que contribui para a aplicação da medida de coacção mais leve. Em causa pode também estar um crime de agressões, agravado pela morte do jovem ou de homicídio qualificado, como reclamam os familiares, que sustentam a tese de que “tudo foi preparado” para aquele desfecho. Em causa as agressões de um grupo de cinco homens sobre o jovem Tiago Puga, e um colega. A violência das agressões, praticamente apenas na zona da cabeça, fez com que o rapaz, de 18 anos, permanecesse quatro dias nos Cuidados Intensivos em Braga, até falecer. Na origem das agressões, admite a PJ, terão estado estes elementos agora identificados, em retaliação a alegadas brincadeiras de mau-gosto e distúrbios levados a cabo pelo grupo de jovens a que Tiago pertenceria. No dia anterior ás agressões fatais, estes jovens terão incendiado a zona de entrada de um talho da Urbanização da Lagoa, na Meadela, local onde por norma se concentravam. A tese da retaliação surge exactamente pelo possível envolvimento de um familiar do proprietário do talho, além dos trabalhadores de uma vacaria, em Fontão, Ponte de Lima, agora constituídos arguidos. No entanto, a PJ parece não atribuir credibilidade à possibilidade de premeditação. “No nosso entender isto é um homicídio qualificado. Não se percebe como é que não está ninguém preso, apesar de ter havido uma morte. Qual é a diferença entre o caso do Tiago e outros homicídios que se vê por aí?”, apontou José Puga, padrinho e tio do jovem morto. Do grupo de cinco suspeitos, alguns testemunhos apontam para que as agressões terão sido perpetradas por quatro dos elementos, enquanto um quinto assistia a tudo. Versões a conhecer apenas durante o julgamento. “Para nós há uma coisa certa. Não foi um caso de justiça popular, mas de puro ódio”.

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