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admin 11 Mai 2010

Galegos que passam pelos arbegues do Minho a caminho de Fátima “contam-se pelos dedos”

Os peregrinos portugueses que metem pés ao caminho até Santiago de Compostela são às dezenas, mas os galegos que rumam a Portugal “contam-se pelos dedos”, […]

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Os peregrinos portugueses que metem pés ao caminho até Santiago de Compostela são às dezenas, mas os galegos que rumam a Portugal “contam-se pelos dedos”, uma realidade que nem a visita do Papa conseguiu alterar. Os responsáveis pelos albergues do Alto Minho consideram que a não existência de um “caminho de Fátima” poderá ser uma das causas para a pouca afluência de peregrinos galegos àquele santuário português.

“Há dias, falei com uma peregrina galega, que ia a Fátima mas que, quando chegou ao Porto e lhe disseram que tinha de ir por uma estrada nacional, cheia de carros, camiões, barulho e perigos, voltou para trás”, referiu o responsável pelo albergue de Ponte de Lima. Para Ovídio Vieira, o peregrino de Fátima “é muito diferente” do de Santiago. “O peregrino de Fátima tem como único objetivo chegar ao santuário. Vai em grupos normalmente grandes, por estradas nacionais, pejadas de perigos, caminha de dia e de noite, e leva carros ou carrinhas de apoio. O peregrino de Santiago alia a parte espiritual à parte cultural. Leva a mochila às costas, gosta de visitar uma igreja, de contactar com as pessoas, de contemplar a natureza, de se encontrar com o próprio caminho que percorre”, explicou. Segundo Ovídio Vieira, “contam-se pelo dedos de uma só mão” os peregrinos galegos que, este mês, passaram pelo albergue de Ponte de Lima, em direção a Fátima. “Foram pouquíssimos, um número perfeitamente residual, a exemplo, aliás, do que acontece durante todo o ano”, disse. No sentido contrário, rumo a Santiago de Compostela, na segunda feira, por exemplo, 31 peregrinos pernoitaram naquele albergue e outros 13 foram ali carimbar o respetivo passaporte. “Este ano, temos tido uma média de 18 a 20 peregrinos a pernoitar, quase todos a caminho de Santiago”, referiu. O albergue de Valença, em plena fronteira com a Galiza, também “não sentiu nenhum aumento” de afluência de peregrinos de Fátima oriundos daquela região autónoma de Espanha. “Poucos, muito pouco mesmo”, garantiu Paulo Rafael, responsável pelo albergue daquela cidade do Alto Minho. Bento XVI chegou hoje a Lisboa cerca das 11:00 para uma visita de quatro dias que o levará a Fátima e ao Porto.

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