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admin 02 Mai 2010

Música: Mercado discográfico português volta a sofrer quebra em 2009 – AFP

As vendas de música em Portugal sofreram uma nova quebra de faturação em 2009 de mais de seis milhões de euros, comparando com o ano […]

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As vendas de música em Portugal sofreram uma nova quebra de faturação em 2009 de mais de seis milhões de euros, comparando com o ano anterior, segundo dados da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP).
De acordo com o levantamento de mercado que a AFP realiza anualmente, as editoras discográficas faturaram em 2009 cerca de 32,8 milhões de euros (ME) com a venda de música em formato físico e digital, que incluem as vendas, por exemplo, de CD, vinil e descarregamentos pagos de músicas pela Internet.
As editoras tinham faturado 39,9 ME em 2008 e 44,5 ME em 2007 naquele segmento, o que significa que têm registado uma perda acentuada e consecutiva nos últimos anos.
Do total faturado em 2009, 29,9 milhões de euros dizem respeito à venda de álbuns, correspondente a cerca de 5,7 milhões de exemplares (menos 600 mil do que em 2008).
O segmento que registou uma subida foi o do vinil, duplicando as vendas em 2009.
O crescente interesse que as rodelas de vinil têm suscitado no mercado, com cada vez mais edições discográficas neste formato, levou a que em 2009 tenham sido vendidos 10.136 discos, mais do dobro dos 4.085 comercializados do ano anterior.
No que toca ao mercado digital, em 2009 também se registou um aumento das vendas de música.
Em 2009 venderam-se 50,4 milhões de unidades digitais, mais 2,9 milhões do que em 2008.
A Universal Music volta a ser a editora que mais faturou com as vendas de música no mercado português.
Dos 30,8 milhões de euros de faturação de música em suporte físico, 6,5 milhões de euros disseram respeito à Universal Music, editora que representa, por exemplo, os U2 e os Xutos & Pontapés.
Em 2009, os álbuns mais vendidos foram “Amália Hoje”, do projeto homónimo, “O homem que eu sou”, de Tony Carreira, e “Acústico ao vivo”, de Rita Guerra.
A tendência de quebra que Portugal tem sofrido na área das vendas de música é também registada noutros países e analisada com desilusão pelo administrador da Federação Internacional da Indústria Discográfica, John Kennedy.
No relatório anual revelado esta semana, a federação dá conta que as vendas de música a nível mundial desceram cerca de sete por cento, embora em 13 países, como o Brasil a Suécia e o Reino Unido, se tenha registado uma ligeira subida na faturação.
“A indústria discográfica continua a lutar pelo seu espaço, a investir em talento e a desenvolver novos negócios, apesar dos problemas que o mercado enfrenta com a pirataria”, sublinhou John Kennedy.
Para o responsável, a recuperação global passa pela redução da pirataria e pela criação de nova legislação sobre direitos de autor e proteção da edição discográfica.
“Há ainda uma enorme batalha pela frente, mas há também sinais de que a opinião a nível governamental está a mudar à medida que se conhece o impacto que a pirataria está a ter sobre a economia e o emprego”, sublinhou o presidente da Federação Internacional da Indústria Discográfica.

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