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admin 15 Jun 2010

Confusão: Empresários vianenses vencem concurso, mas espanhóis é que levam a concessão

    Está instalada a confusão na concessão da gestão das três marinas de Viana do Castelo pela administração do Porto de Mar. É que […]

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Está instalada a confusão na concessão da gestão das três marinas de Viana do Castelo pela administração do Porto de Mar. É que depois de atribuir a vitória a um grupo de empresários locais, aquela administração foi confrontada com o direito de preferência, exercido por um grupo espanhol. Este processo resultou das regras estabelecidas na primeira fase do concurso, em que concorreram os espanhóis da MarePuertos e ontem foi anunciado que o contrato de concessão, que estipula uma renda anual de 90 mil euros e um investimento de 5,2 milhões, será assinado este verão.

 
 
“Estamos muito surpreendidos com esse anúncio. Formalmente, e ninguém nos disse nada em contrário, somos nós os vencedores deste concurso. Apesar de termos pedido informações há mais de dois meses, a Administração do Porto de Viana nada nos disse sobre este processo”, afirmou à Geice Rui Martins do “Real Iate de Viana”. Garante que só esperam pela concretização da concessão aos epsnhois para avançar para os Tribunais. “A exclusão da MarePuertos, por incumprimento das regras concursais, nomeadamente em relação à obrigatoriedade de apresentação de estudos e documentos, não foi acolhida, abrindo agora a possibilidade do alegado direito de opção”, reiterou o consórcio vianense, vencedor do concurso mas agora ultrapassado pelos espanhóis, a quem acusam de “não ter cumprido” com a entrega de “documentos essenciais”. Ou seja, o grupo espanhol será concessionário de 60% da frente ribeirinha da cidade, depois de exercer o direito de preferência, pelo que ficará obrigado à concretização da proposta do “Real Iate de Viana”, que na prática apresentou a melhor proposta, que previa um investimento de modernização e adaptação. A concessão, atribuída por concurso público à empresa espanhola MarePuerto, visa a reconversão da antiga doca comercial numa marina atlântica, a recuperação da doca seca Engenheiro Duarte Pacheco e a reabilitação das docas de recreio situadas a montante e jusante da ponte Eiffel. Engloba ainda a construção de três edifícios de apoio, tendo associado um investimento global estimado de cerca de 5,2 milhões de euros, anunciou a Administração do Porto de Viana. Estas intervenções, que serão integralmente executadas num prazo de três anos, proporcionarão uma oferta superior a 500 postos de acostagem para embarcações de recreio até 20 metros de comprimento e 3 metros de calado. A construção da marina atlântica vai obrigar à mudança do lugar de estacionamento da frota de pesca do porto de Viana do Castelo, estando já, para o efeito, a ser desenvolvido um projecto que contempla um investimento de 2 milhões de euros.

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