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admin 16 Jun 2010

Empresas de Viana em pânico com portagens

As empresas de Viana do Castelo estão em pânico com o anúncio de portagens na A28 a partir de Julho e já equacionam despedimentos para […]

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As empresas de Viana do Castelo estão em pânico com o anúncio de portagens na A28 a partir de Julho e já equacionam despedimentos para fazer face aos “brutais” aumentos nos custos mensais para manter o mesmo nível de trabalho. A mais recente a juntar-se ao lote de preocupações é a Metaloviana que, com 120 trabalhadores, instalada na Zona Industrial de Neiva, em Viana do Castelo, terá um pórtico à porta da empresa e estima em 8000 euros por mês o custo das portagens.

Segundo José Morais Vieira, administrador da empresa, a Metaloviana tem cerca de 30 viaturas, muitas das quais circulam diariamente, e várias vezes ao dia, na A28, entre Viana do Castelo e o Porto. “É um cenário catastrófico. Lamento muito mas terei de equacionar muito seriamente a hipótese de despedir alguns trabalhadores, isto para não avançar para a solução mais drástica, que seria o fecho da empresa”, acrescentou. O também “vice” da Associação Industrial do Minho (AIM) diz mesmo que as portagens “serão uma calamidade para a minha empresa e para todas as outras da região”, sendo uma medida “louca, estúpida e absolutamente irresponsável”. Acrescente que “todas as empresas da região estão em pânico”, enquanto esperam por “bom senso” a partir “dos gabinetes de Lisboa”. Tudo porque reconhecem como “uma evidência” que EN13 “já não é uma estrada, mas sim uma rua” e que ficaria mais caro às empresas fazer por ela o trajecto Viana-Porto do que pagar as portagens. Logo ali ao lado, uma grande empresa de distribuição, actualmente com base logística em Viana do Castelo, estima que a medida do Governo, signifique um acréscimo anual de 50 mil euros. “Ainda me lembro que quando a A28, até ao Porto, abriu todos comentávamos que havia mais gente em Viana. Agora, com esta medida, acho que vamos destruir um pouco todas as vantagens que esta auto-estrada nos trouxe”, começou por apontar Johan Stevens, o belga que fundou e administra a Sanitop. Criada em 1993, a Sanitop emprega actualmente 140 trabalhadores, num plano de crescimento que prevê 200 trabalhadores até 2012, mas que, admite, poderá agora estar “comprometido”, face ao aumento da despesa anual. Mas há mais casos, como o de um dos maiores entrepostos de carne do norte do País, instalado em Ponte de Lima desde 2009 e que ameaça cortar drasticamente nos postos de trabalho da unidade para compensar o “forte aumento” dos encargos na distribuição. “As portagens vão trazer muitos custos para a nossa empresa. Se avançarem vamos ter que fazer uma reestruturação, que obrigatoriamente passa por uma redução de postos de trabalho”, garantiu Vítor Silva, gerente da empresa Carsiva. Tudo porque, admite o administrador, não vai ser possível fazer face a custos acrescidos na ordem dos 20 mil euros mensais, apenas na distribuição, através de 20 pesados que circulam diariamente.

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