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admin 09 Jun 2010

Portagens: Viagem até ao Porto por auto-estrada da Brisa será mais barata do que pela A28

A uma taxa de oito cêntimos por quilómetro, conforme a tabela já publicada pelo Governo em Diário da República, a viagem do Minho até ao […]

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A uma taxa de oito cêntimos por quilómetro, conforme a tabela já publicada pelo Governo em Diário da República, a viagem do Minho até ao Porto, pela SCUT A28, será mais cara do que pela A3, da Brisa. A diferença é de poucos cêntimos, mas não ilustra a diferença no perfil das duas vias. É que enquanto a A3, construída de raiz com portagens e num perfil de auto-estrada, no seu troço entre Anais (Ponte de Lima) e Maia cobra 4,55 euros e tem apenas cinco saídas/entradas, para a A28 o cenário é bem diferente. O preço a cobrar na viagem entre Viana do Castelo e Maia deverá rondar os 4,80 euros, numa via que foi idealizada sem portagens, como se percebe ao analisar apenas o troço entre Viana e Esposende.
 

 
 
Entre trânsito local, algumas saídas até para servir pequenas aldeias, são cerca de uma dezena de entradas e saídas daquela via, entre outras características que ilustram o seu carácter de via rápida e integrada, na altura da construção, num Itinerário Complementar (IC1). Diferenças que, para um percurso semelhante, a rondar os 60 quilómetros, estão bem patentes mas que não são reflectidas no preço final ao automobilista, a avaliar pela própria tabela da Brisa (concessionária da A3). Entretanto, o movimento “Naturalmente Não às Portagens na A28”, pela voz de Jorge Passos, já fez saber trata-se de um valor incomportável, não só para a generalidade dos utilizadores desta via rápida, mas principalmente para o tecido económico da região que ficará numa situação “muito complicada” a partir de 01 de Julho. Garante que o movimento continuará a lutar para que não haja portagens na A28, e espera que esta notícia “seja um clique na mente da maioria das pessoas que está muito serena e acomodada a esta situação” e diz mesmo que a população tem de “acordar” de vez para esta luta e faça contas para perceber que “isto lhe vai custar muito dinheiro”. “Imagine uma pessoa de Viana do Castelo que trabalhe no Porto. Tem de fazer cerca de 62 quilómetros pela autoestrada, o que significa que, por dia, vai pagar 10 euros de portagens. Em 20 dias de trabalho, pagará 200 euros. Será uma perda de rendimentos muito significativa, em muitos casos dramática”, alertou Jorge Passos. Disse ainda que a medida terá igualmente consequências “terríveis” para as empresas, já que um pesado, numa viagem de ida e volta entre o Porto e Viana do Castelo poderá pagar 25 euros. “Será incomportável e muitas empresas poderão mesmo fechar portas, o que significará mais desemprego”, sublinhou.

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