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admin 02 Jul 2010

Mar de Viana como base no negócio de explosivos ilegais para Espanha, pescadores indignados

Os pescadores de Viana do Castelo dizem-se “indignados” com as autoridades portugueses depois das investigações a decorrer em Espanha apontarem para a comercialização e transbordo […]

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Os pescadores de Viana do Castelo dizem-se “indignados” com as autoridades portugueses depois das investigações a decorrer em Espanha apontarem para a comercialização e transbordo de explosivos ilegais ao largo do Alto-Minho. Há anos que os pescadores portugueses denunciam estas práticas, até hoje sem qualquer efeito. Em Espanha foram agora conhecidas informações de que um barco espanhol vem com regularidade, segundo dizem os dados da investigação em curso, às águas de Viana carregar explosivos a um barco, presumivelmente português. Nós já alertamos para este tipo de coisa há anos”, afirmou, indignado, o responsável pela VianaPesca.

 
Esta cooperativa com sede em Viana do Castelo representa 650 empresas e, na voz de Francisco Portela Rosa, há vários anos que denuncia estas alegadas práticas, ilegais, dado que os explosivos serão utilizados pelos espanhóis na pesca, igualmente, em águas portuguesas. A informação sobre o negócio destes explosivos ilegais ao largo de Viana do Castelo veio a público nos últimos dias, em Espanha, na sequência de uma mega-operação que decorre na Galiza e que já levou à constituição de mais de uma dezena de arguidos e à apreensão de 25 quilos de explosivos usado na pesca. Também estão identificados armadores, um deles com um barco que regularmente é visto no porto de Viana do Castelo. “Este tipo de pesca constitui a desertificação total da nossa costa. A nossa indignação não é por andarem cá a pescar, mesmo que fora da área prevista no acordo, mas porque a partir do momento que um explosivo rebenta debaixo de água tudo o que é microscópio morre”, contesta ainda o responsável da VianaPesca. Suporta estas denúncias “de muitos anos” com estudos que foram feitos a vário pescado proveniente de embarcações galegas que depois se concluiu ter sido capturado “com recurso a explosivos”. “Até agora Portugal não fez nada, apesar de ter levado o assunto ás mais altas instâncias. Teve que ser Espanha a agir sob os seus próprios pescadores, ao fim deste tempo todo”, lamentou ainda.

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