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admin 21 Jul 2010

Nova administração dos ENVC quer resolver caso dos patrulhas – primeira entrevista de Gonçalves de Brito

  O primeiro dos oito navios de patrulha oceânica (NPO) que a Marinha encomendou aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) está há um […]

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O primeiro dos oito navios de patrulha oceânica (NPO) que a Marinha encomendou aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) está há um ano em fase final de testes mas a entrega à Armada continua sem ter qualquer data marcada depois de falhados todos os prazos anteriores, ao longo de mais de quatro anos. Entretanto a Marinha já abateu os navios mais velhos que ainda não foram substituídos. À Geice FM, o novo presidente executivo dos ENVC reconheceu falhas no processo de construção e reforçou o desejo de concertar o entendimento com a Marinha, não fosse o almirante Gonçalves de Brito, ele próprio, almirante e ex-presidente do Arsenal do Alfeite.
 

 
“Não é uma questão de erros, mas, eventualmente, não terá havido a percepção da complexidade de alguns sistemas de bordo. Não é que seja nada de especialmente complexo, mas é fora do vulgar. Agora há que identificar os bloqueios e resolver”, explicou o almirante, naquela que foi a sua primeira entrevista após a posse como presidente dos ENVC, há cerca de duas semanas. Embora recusando falar em prazos, assume que a entrega do primeiro patrulha “será feita o mais depressa possível”. Fonte da Marinha tinha já admitido que aquele ramo precisa dos patrulhas “com urgência”, tendo em conta que ainda operam com navios de 40 anos “e custos elevadíssimos de operação”. O almirante que agora lidera a direcção executivo dos ENVC admite que a construção, pelos dados que recolheu, foi “um pouco difícil”. “Há alguma complexidade no acabamento dos navios mas vamos tentar usar todas as nossas capacidades para resolver os bloqueios e o normal decurso de aprontamento do navio”, afirmou o Gonçalves de Brito. Admite que um navio “arrastando-se nos estaleiros” é também “um encargo, porque tem que ser conservado e mantido”. “Além disso, no momento em que o navio sair, será um elemento de propaganda da empresa”, reforçou. Sobre a situação dos ENVC; o almirante reconheceu que a reparação naval “está em pleno”, em contraponto com a construção em que há apenas os negócios da marinha, em curso. “O pior que há é termos pessoas nos ENVC sem trabalho”, admitiu, Sobre o emprego que a empresa vai continuar a gerar para a região, o administrador sublinha que “o mais importante não é o numero de pessoas que estão nos ENVC é a empregabilidade que é garantida através da construção e reparação naval. Havendo trabalho haverá condições para manter os trabalhadores”, rematou. Gonçalves de Brito falava à margem da inauguração, nos antigos Paços do Concelho, da exposição relativa aos 60 anos de história da empresa, organizada pelo Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos ENVC, sob coordenação de Gonçalo Fagundes. Intitulada “Máquinas e Ferramentas do Passado”, a exposição está patente até ao final de Julho, reunindo dezenas de utensílios que marcaram os primeiros anos da construção naval em Viana do Castelo o que já levou a nova administração dos ENVC a admitir usar esta como base para um museu a implementar na própria empresa.

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