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admin 20 Jul 2010

Valença/SAP: Utentes rejeitam regressar aos protestos, mas colocam pressão na Câmara

A Comissão de Utentes do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Valença garante que “tão cedo” não vai regressar aos protestos públicos […]

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A Comissão de Utentes do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Valença garante que “tão cedo” não vai regressar aos protestos públicos contra o encerramento daquela valência, apesar de ainda acreditar na reabertura. Ainda esta semana o Tribunal deu razão ao Ministério da Saúde na providência cautelar interposta pelos utentes. “A Câmara queria que parássemos com o que diziam ser o nosso ruído, ou seja os protestos públicos, para não prejudicar as negociações. Vamos ver o resultado que vai dar. Até agora foi nenhum”, começou por apontar Carlos Natal, porta-voz da comissão de utentes. “Estamos fora. A Câmara pediu para não interferirmos e por isso, agora, queremos que apresentem resultados, ou seja voltarmos a ter o nosso serviço aberto”, acrescentou Carlos Natal.
 

 
Isto porque o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga indeferiu a providência cautelar interposta pela Câmara de Valença para tentar a reabertura do SAP. O presidente da Câmara de Valença, Jorge Mendes, admitiu que já estava à espera deste desfecho, “uma vez que toda a jurisprudência sobre esta matéria tem sido, nos últimos tempos, sempre favorável ao Ministério da Saúde”. “O tribunal deu ouvidos aos argumentos dos intelectuais, dos peritos que integram as comissões nomeadas pelo Governo para tratar desta matéria, quando, em minha opinião, deveria ter tido muito mais em conta as razões daqueles que estão no terreno e conhecem a realidade”, criticou. O SAP de Valença fechou a 28 de Março, sendo substituído por uma consulta aberta que funciona das 08.00 as 24.00. Para o tribunal, este novo modelo constitui “uma melhor solução do que a anterior” e é mais seguro, por permitir um “adequado encaminhamento” do doente. O tribunal sublinhou ainda que o SAP não respondia a situações de urgência e emergência, pelo que a deslocação de um doente àquele serviço poderia constituir “perda de tempo”, “pondo em risco a vida do utente ou criando uma situação clínica de difícil recuperação”. Já para Carlos Natal esta decisão era “expectável” mas mesmo assim não é suficiente para os utentes voltarem ao protesto, quatro meses depois. “Há um mês tomamos a decisão de parar com os protestos para dar margem de negociação à Câmara que nos disse assim não se conseguia nada. Se não apresentarem resultados vamos ter que pedir satisfações”, admitiu ainda, sublinhando que “tão cedo não devem regressar” protestos como o corte da ponte internacional ou o hastear da bandeira por toda a cidade de Valença. “Não nos conformamos ou aceitamos o encerramento. Estamos a cumprir com o que nos foi pedido, vamos ver”, rematou.

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