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admin 23 Jul 2010

Viana: Órgão de 1722 volta a tocar depois de nove anos de restauros

Mais de trinta anos depois de emitir os últimos sons, um dos mais importantes e antigos órgãos de tubos do País vai voltar a fazer-se […]

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Mais de trinta anos depois de emitir os últimos sons, um dos mais importantes e antigos órgãos de tubos do País vai voltar a fazer-se ouvir na igreja da Misericórdia de Viana do Castelo este sábado, após um trabalho de restauro que demorou nove anos a realizar tendo em conta a antiguidade e detalhe da peça..O órgão de tubos da igreja da Misericórdia de Viana é um dos poucos do género ainda em funcionamento em Portugal, sendo mesmo mais antigo do que o próprio templo em que esta instalado. “É curioso, porque a igreja actual foi construída no inicio de 1700, mas há documentos que dizem que o órgão foi recuperado do antigo templo. O Órgão será de 1722”, explicou João Alpuim, mesário da Santa Casa, garantindo tratar-se de “um dos órgãos históricos do País e há muito poucos que estão em condições de tocar”. “Ou seja o órgão é mais antigo do que o próprio templo onde está”, acrescentou.
 
 

 

 
Trata-se de um dos históricos órgãos de tubos do País e que sábado volta a funcionar, fruto do trabalho de valorização encetado pela Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo em conjunto, há nove anos, com o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), que comparticipou a intervenção. “Foi um restauro que se arrastou durante nove anos porque é um órgão histórico, com peças originais e outras em falta. Tudo isso dificultou, além dos problemas de um restauro feito no século XIX”, explicou ainda o mesário. A recuperação do órgão está avaliada em cerca de 40 mil euros, no entanto os últimos anos foram marcados por diversas dificuldades, nomeadamente pela necessidade de realização de mais obras de consolidação, processo que esteve a cargo de Dinarte Machado, um dos mais prestigiados organeiros do País e que, entre outras tarefas, afinou um a um as dezenas de tubos. Para além do restauro dos tubos, que se apresentavam bastante degradados, o “novo” órgão conta com um equipamento eléctrico para impelir o ar necessário à produção do som, papel antes desempenhado por um fole mecânico accionado pelo organista. Paralelamente foi ainda necessário promover na igreja trabalhos de consolidação da caixa, em talha barroca, da estrutura do órgão e que inicialmente não estava prevista, mas que foi decidida pelo facto de algumas das estruturas de suporte do órgão, em madeira coberta de talha dourada, apresentarem cedências. O concerto inaugural decorre no próximo sábado com um concerto pela organista Edite Rocha, uma das mais importantes do País, com um reportório dos séculos XVII e XVIII.

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