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admin 25 Ago 2010

Açores gastam metade do que custava o Atlântida para fretar dois navios

A Comissão de Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo diz que a actuação do Governo Regional dos Açores e da AtlânticoLine, no caso […]

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A Comissão de Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo diz que a actuação do Governo Regional dos Açores e da AtlânticoLine, no caso do Ferry Atlântida, é “criminosa”, depois de se saber que só para fretar dois navios, até 2011, serão gastos mais de 21 milhões de euros, pouco menos de metade do custo do navio, há um ano parado na doca da empresa. “Não queria chamar de criminoso, mas talvez o possa chamar. Estamos a falar de um negócio que envolvia portugueses, empresas públicas, e que quando menos se espera fazem o que ninguém imaginava”, explicou António Barbosa, da Comissão de Trabalhadores da empresa.

 
?É que a AtlânticoLine assumiu com a empresa Hellenic Seaways, por ajuste directo, o fretamento de dois navios para “realizar o serviço de transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas da Região Autónoma dos Açores”, lê-se na informação publicada pelo portal. Ou seja, para assegurar o transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas do arquipélago dos Açores, entre Maio e Outubro, segundo os contratos públicos, o Governo dos Açores vai gastar, em dois anos, cerca de 21 milhões de euros. “A Comissão de Trabalhadores está inconformada com a situação e queremos continuar a denunciar este escândalo nacional”, acrescentou o porta-voz dos cerca de 800 trabalhadores da empresa. Do outro lado está o luxuoso ferry Atlântida, encostado há mais de um ano na doca dos ENVC e que só em manutenção já representa um prejuízo de 300 mil euros, ao que acresce ainda a desvalorização constante do navio, inicialmente avaliado em 49,5 milhões de euros, segundo o contrato fechado com o Governo Regional dos Açores. Para já a única hipótese de negócio para o Atlântida passa pela venda à Venezuela, processo que ainda pode demorar. “O navio foi construído para operar e atracar nos portos dos Açores. Está concebido para operar ali, de acordo com o que foi encomendado, e tem todas as condições para o mar dos Açores”, insistiu António Barbosa. O navio construído em Viana do Castelo foi rejeitado pelo Governo dos Açores por uma diferença de 1,5 nós na velocidade, o que aconteceu pela primeira vez na história daquela empresa pública. 

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