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admin 02 Ago 2010

Alto-Minho contou 20 incêndios por dia em Julho e só tinha 200 bombeiros

O distrito de Viana do Castelo registou em Julho um total de 600 incêndios, mas só metade deflagrou entre os dias 24 e 29, o […]

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O distrito de Viana do Castelo registou em Julho um total de 600 incêndios, mas só metade deflagrou entre os dias 24 e 29, o que serviu para demonstrar a insuficiência dos 200 elementos operacionais que existem para toda a região, entre bombeiros, equipas especiais de combate e sapadores. Segundo fonte dos bombeiros estes 200 elementos disponíveis para todo o distrito chegaram a combater, em Julho, 61 incêndios em apenas 24 horas, altura em que foram reforçados por várias colunas nacionais de bombeiros.

 
A mesma fonte acrescentou que, embora ainda como estimativa, prevê-se uma área ardida, apesar de tudo reduzia quando comparada com o total de incêndios, e que rondará os 1500 hectares, na última semana do mês de Julho. “O pessoal, mesmo cansado, vai trabalhando muito bem e mantém-se unido. Tem sido essa a mais-valia de todo o grupo”, explicou, por seu turno, Costeira Antunes, Comandante Distrital de Operações de Socorro (CDOS). Isto porque o distrito conta com 80 bombeiros nas brigadas permanentes de combate, acrescidos de mais cerca de 120 elementos de outras forças. “É manifestamente pouco. O que nos vai valendo é que as corporações ainda vão arranjando voluntários, senão não sei o que seria”, acrescenta ainda. A situação da falta de bombeiros no distrito de Viana do Castelo é reconhecida pelo Ministério da Administração Interna que já anunciou que o dispositivo deverá ser reforçado já no próximo ano. A garantia foi avançada pelo Secretário de Estado da Protecção Civil, que há dias reuniu em Viana do Castelo com as 10 autarquias do distrito. Depois de ter ouvido as entidades locais, o governante anunciou que para o ano vai haver um reforço de meios, não se sabe ainda se humanos ou materiais, nomeadamente através do reforço de meios aéreos. “O distrito de Viana do Castelo tem, infelizmente, uma escassez de bombeiros, nos onze corpos operacionais. Vamos ver a melhor de reforçar a capacidade do distrito, já que tem essa fragilidade”, afirmou o governante, admitindo o reforço da política de “semi-profissionalização” dos operacionais.

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