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admin 05 Ago 2010

Bombeiros querem receber do MAI antes de começar a combater chamas

A Liga dos Bombeiros Portugueses quer negociar com o Ministério da Administração Interna (MAI) um novo modelo de financiamento das despesas associadas ao período de […]

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A Liga dos Bombeiros Portugueses quer negociar com o Ministério da Administração Interna (MAI) um novo modelo de financiamento das despesas associadas ao período de incêndios florestais, em que acabam por ser as corporações a “adiantar” as verbas. O modelo a propor, adiantou Duarte Caldeira, prevê um adiantamento do MAI ás corporações até ao inicio de cada Verão, segundo cálculos a fazer “caso a caso”. As dificuldades dos bombeiros de Arcos de Valdevez é um exemplo para o resto do País.

 
“Tendo em conta a crise e as dificuldades financeiras que as associações humanitárias vivem é impossível esperar que continuem a adiantar o financiamento destas despesas. A partir de Setembro é imperativo começar a rever este modelo, porque não é sustentável”, adiantou Duarte Caldeira. Segundo o presidente da Liga dos Bombeiros, “há corporações em risco de colapso financeiro” dado o “aumento exponencial das despesas” neste ano e tendo em conta os prazos “cada vez mais apertados” impostos pelos fornecedores. É que de acordo com o actual modelo de financiamento das corporações, os bombeiros que recebem o reforço de corporações do exterior têm de assegurar a respectiva logística, alimentação e o combustível das viaturas, o que nos concelhos mais afectados pelos incêndios, este ano sobretudo nos distritos de Viseu, Porto, Braga e Viana do Castelo, representam custos de “milhares de euros por dia”. “Hoje não é possível, à maioria das associações de bombeiros, continuar a fazer isto. Avançar verbas necessárias para estes compromissos, e meses depois, sabe-se lá quando, receber”, sublinhou Duarte Caldeira, apontando como exemplo o caso dos Bombeiros de Arcos de Valdevez. Aquele concelho de Viana do Castelo foi afectado por 200 incêndios desde o inicio de Julho e perdeu 500 hectares, após combates às chamas que mobilizaram centenas de bombeiros de grupos de reforço de vários pontos do País. Para a corporação local a consequência está bem á vista e acaba de ser denunciada: “Em refeições, só de um incêndio que ocorreu na freguesia de Loureda, temos em dívida um valor de cerca de 2.000 euros; em combustível abastecido aos veículos dos grupos de reforço temos cerca de 2.600 para pagar. Já para não mencionar as despesas decorrentes dos restantes incêndios que acontecem diariamente”, refere a direcção dos bombeiros de Arcos de Valdevez.

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