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admin 25 Ago 2010

Coura: Câmara ficou sozinha a pagar meio milhão em transportes para Centro Escolar tido como exemplar

  Há seis anos o Centro Escolar de Paredes de Coura, que levou ao encerramento de todas as duas dezenas de pequenas escolas primárias do […]

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Há seis anos o Centro Escolar de Paredes de Coura, que levou ao encerramento de todas as duas dezenas de pequenas escolas primárias do concelho, foi apresentado pelo primeiro-ministro José Sócrates como um “exemplo” da reestruturação escolar mas hoje já nem tudo corre tão bem, como o transporte dos alunos. Ou pelo menos os seus custos. É que desde 2009 que a autarquia, a mais pequena e isolada do distrito de Viana do Castelo, ficou sozinha a pagar a conta dos transportes dos cerca de 300 alunos. Por ano chega quase a meio milhão de euros, num orçamento total do município que ronda os 20 milhões.

 
“O problema é que o Governo deixou de pagar por entender que o compromisso que tinha era apenas até à saída dos alunos, que entraram no primeiro ano, para outros estabelecimentos”, explicou o presidente da Câmara local, António Pereira Júnior. Todos os alunos do primeiro ciclo do ensino básico passaram a frequentar o mesmo centro escolar, construído de raiz para encerrar, de uma só vez, 20 pequenas. O problema é que a autarquia de Paredes de Coura suporta agora sozinha os custos do transporte e são mais de 45 mil euros todos os meses. “A aposta na concentração dos alunos foi bem feita e os resultados estão á vista. Mas a despesa que agora temos é enorme e estamos a pressionar as nossas finanças com dinheiro que podíamos usar em outras áreas sociais”, acrescentou o autarca socialista. Em causa está um serviço constituído por 15 mini-autocarros e outros tantos circuitos independentes para transportar cerca de 300 alunos até ao centro do concelho diariamente. Sobre a situação, o autarca espera uma “resposta rápida” da Tutela, mas a solução deverá passar por uma negociação colectiva entre a Associação Nacional de Municípios Portugueses e o Ministério da Educação, com uma proposta, em cima da mesa, de 300 euros/ano por aluno. Quanto ao Centro Escolar de Paredes de Coura reúne no mesmo espaço cerca de 300 alunos antes espalhadas por pequenas escolas, doze das quais funcionavam com menos de 10 alunos. “São despesas diárias que têm que ser feitas e cria muitos problemas à nossa tesouraria. As minhas perspectivas saíra frustradas porque nunca pensei que o pagamento acabaria quando saíssem os primeiros alunos, é algo muito esquisito”, rematou.

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