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admin 29 Ago 2010

Dois maiores fogos no Gerês custaram 120 mil euros só em logística dos bombeiros

O incêndio que durante dez dias lavrou descontrolado no Soajo, em Arcos de Valdevez, custou aos cofres públicos 61 mil euros, despesas necessárias para cobrir […]

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O incêndio que durante dez dias lavrou descontrolado no Soajo, em Arcos de Valdevez, custou aos cofres públicos 61 mil euros, despesas necessárias para cobrir gastos com alojamento, combustíveis e refeições das centenas de operacionais que foram mobilizados para o combate às chamas. Logo ao lado, em Ponte da Barca e igualmente área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, em 15 dias de fogo as despesas já contabilizadas estão perto dos 60 mil euros.

“Além do prejuízo da destruição de importantes áreas do Parque, da aflição das pessoas que foram evacuadas e que tiveram as casas em risco, ainda temos um importante prejuízo financeiro. Este dinheiro dava para fazer muitas pequenas obras”, começou por apontar o vereador da Protecção Civil na autarquia dos Arcos. Segundo Martinho Araújo a Câmara de Arcos de Valdevez assumiu o pagamento de 30 mil euros das despesas operacionais e a Autoridade Nacional de Protecção Civil transferiu, “a título extraordinário”, cerca de 31 mil euros para os Bombeiros de Arcos de Valdevez. Isto porque cabia à corporação local assumir as despesas com o reforço de meios que recebeu, mas que neste caso ultrapassou em muito as possibilidades daquela instituição, a braços com uma crise financeira. Durante dez dias de Agosto as chamas estiveram descontroladas na zona do Soajo e destruíram mais de 4000 hectares de zona protegida do Parque Nacional. A combater as chamas, que obrigaram a evacuar uma aldeia inteira no Soajo, estiveram vários meios aéreos, forças especiais de bombeiros e mais de 300 operacionais de todo o País. Só em combustíveis há uma factura de 15 mil euros para pagar, tendo em conta a cerca de centena de viaturas que participaram no combate. “Tivemos dias de servir 900 refeições, entre pequeno-almoço, almoço e jantar. É muito dinheiro, um prejuízo financeiro grande e as cantinas da Câmara nem foram suficientes, tivemos que recorrer a vários restaurantes”, explicou o vereador.Logo ao lado, em Ponte da Barca, o autarca local já somou as facturas da logística que envolveu 15 dias combate ás chamas na zona do Lindoso e que destruiu mais de três mil hectares de área do Parque Nacional. Apenas nas despesas da Câmara, sobretudo em refeições e combustível entre bombeiros e sapadores florestais, já chega aos 17200 euros. Pior cenário é o vivido pelos Bombeiros locais que contabilizam, além da logística também as reparações de veículos de combate aos incêndios, na primeira quinzena de Agosto, “cerca de 40 mil euros” de despesa a mais. “Foi brutal. Eram 24 horas de combate e logística todos os dias e isso arruína qualquer orçamento. Tínhamos no terreno mais de 200 bombeiros de todo o País e à nossa responsabilidade”, explicou Arlindo Bago, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Ponte da Barca, que aguarda agora o apoio da Autoridade Nacional de Protecção Civil. A isto há ainda a acrescentar um prejuízo, segundo o levantamento da Câmara, de 50 mil euros pela destruição de vinhas, anexos e outras culturas.

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