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admin 31 Ago 2010

Fogos: Peneda-Gerês perdeu 11,7% do território para o fogo incluindo algumas “relíquias”

O levantamento inicial do Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) aponta para que os fogos de Julho e Agosto tenham consumido mais […]

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O levantamento inicial do Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) aponta para que os fogos de Julho e Agosto tenham consumido mais de oito mil hectares de área verde do Parque Nacional da Peneda-Gerês, ou seja 11,7% daquela área protegida. Entre as zonas perdidas para o fogo contam-se 1528 hectares de área de conservação da natureza, com reduzida presença humana, sendo a restante (82%) de ambiente rural, onde existem actividades humanas. Ainda assim, o ICNB aponta para a perda de 2797 hectares classificados como de Protecção Total, essencialmente na zona da Mata do Cabril, em Ponte da Barca, um dos espaços ambientais mais importantes do Parque.
 

 Fonte do ICNB apontou ainda que os quatro maiores incêndios iniciaram-se todos fora da área do PNPG, nomeadamente o que durante quinze dias consumiu as zonas verdes da Serra Amarela e da Mata do Cabril, destruindo 3529 hectares. Há ainda o caso do incêndio em Arcos de Valdevez, no Soajo, que chegou a envolver a evacuação de uma aldeia, e que durante dez dias consumiu 2465 hectares. No total, entre Julho e Agosto, o PNPG viu arder 8162 hectares, entre zonas de Protecção Total, de Protecção Parcial e de Protecção Complementar, sendo que o carvalho foi a espécie mais fustigada, ao ver desaparecer cerca de 500 hectares. No Soajo, há ainda registo da destruição de uma das “relíquias” do PNPG, uma mancha de Pinheiro-silvestre autóctone, que perdeu o equivalente a seis campos de futebol. Apesar de a tutela do Ambiente sublinhar que a quase totalidade dos incêndios que destruíram mais de 10% do PNPG terem começado fora do parque e sobretudo em áreas com actividade humana, os autarcas locais não se conformam com a postura da direcção daquela área protegida, sobretudo no que toda a prevenção.“Não fazem, nem deixam fazer. Querem que o parque fique deserto, deve ser isso”, aponta o autarca do Soajo, Manuel Costa, que tem vindo a assumir o rosto da contestação dos autarcas locais às políticas, que quase a uma só voz classificam como “restritivas e contra as pessoas” do Ministério do Ambiente para o PNPG. “Que nos deixem em paz ou que mudem de tutela, para o Ministério da Agricultura. É a opinião de vários presidentes de Junta da área do parque”, afirma Manuel Costa. Os autarcas do PNPG alegam a “maior flexibilidade” da Tutela da Agricultura, logo a começar pelo planeamento e gestão da floresta. “Começa pela organização, precisamos de alguém que saiba fazer e que queira fazer e não que venha para aqui apenas para colocar restrições a tudo e a todos”.

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