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admin 10 Ago 2010

Governo promete mais apoio ao PNPG

O secretário de Estado do Ambiente garantiu hoje, em Ponte da Barca, que o combate ao incêndio que lavra no Parque Nacional da Peneda-Gerês vai […]

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O secretário de Estado do Ambiente garantiu hoje, em Ponte da Barca, que o combate ao incêndio que lavra no Parque Nacional da Peneda-Gerês vai ser reforçado com a chegada de mais meios humanos e de mais helicópteros. Humberto Rosa adiantou que chegarão ao local, de madrugada, três brigadas de canarinhos e mais helicópteros, de forma a reforçar o combate às chamas e tentar evitar que cheguem à Mata de Cabril. O governante negou que haja falta de meios no Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), garantindo que todas as viaturas de primeira intervenção estão no terreno.

 
Nesse sentido, frisou que o ICNB, “apesar da contenção orçamental, aguarda a chegada de oito viaturas de primeira intervenção e de mais viaturas para ações de vigilância”. O governante falava no Alto Lindoso, Ponte da Barca, em conferência de imprensa convocada para fazer o balanço das ações de combate ao incêndio que lavra na Serra Amarela, em território do Parque Nacional da Peneda-Gerês.  Humberto Rosa teve esta tarde uma reunião de trabalho na Junta de Freguesia do Lindoso com responsáveis do Governo Civil de Viana do Castelo, do ICNB, do Parque Nacional da Peneda-Gerês e dos bombeiros e com autarcas do concelho. Questionado pelos jornalistas sobre a alegada falta de limpeza na zona ardida do parque, o secretário de Estado garantiu que as notícias sobre o assunto “não são verdadeiras”. “Todos os anos fazemos intervenções de silvicultura preventiva, mas não é possível esperar que a tarefa magna e longa da prevenção fique concluída de um ano para o outro”, afirmou. Garantiu que as chamas ainda não atingiram a Mata de Cabril e explicou que esta, por ser composta, predominantemente, por folhosas não exige uma limpeza da mesma natureza das que se efetuam em área de árvores resinosas. “Em 2006 houve um incêndio na mata do Rabiscal e muita gente disse, na altura, que se perdera a mata, mas não, ela sobreviveu”, assinalou, frisando que “o mesmo pode suceder em Cabril, se o fogo lá chegar, pois há árvores de grande envergadura que podem sobreviver”. Humberto Rosa referiu-se aos dois bombeiros mortos no combate às chamas em Portugal como “heróis” e elogiou o trabalho de todos os que combatem as chamas no Gerês. Disse ainda que o ICNB tem apenas meios de primeira intervenção e vigilância, competindo ao sistema centralizado de proteção civil o combate organizado aos incêndios. E, salientando que os meios libertados do incêndio de S. Pedro Sul vão reforçar a zona, sublinhou que quando as frentes de incêndio são muitas os meios nunca são suficientes. Questionado sobre o facto de ser necessário reflorestar a área ardida nos incêndios, Humberto Rosa disse que há necessidade de recomposição de toda a floresta, com plantação de folhosas e não apenas de resinosas. “É preciso conduzir o processo de reflorestação e não apenas repor as zonas em que havia resinosas”, defendeu.

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