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admin 02 Ago 2010

Monção: Em Merufe só há obras até acabar o material e salários nem vê-los… há dez meses

Na freguesia de Merufe, em Monção, tudo está parado, os oito funcionários da Junta não recebem salário já lá vão dez meses e o próprio […]

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Na freguesia de Merufe, em Monção, tudo está parado, os oito funcionários da Junta não recebem salário já lá vão dez meses e o próprio Governador Civil de Viana do Castelo confessa estar de “mãos atadas” ao ver “o interesse pessoal a sobrepor-se ao do da população”. Tudo porque a Junta foi instalada mas como a oposição tem a maioria desde as eleições que não há governo daquele órgão ou sequer um Executivo.

 
A história começa a 11 de Outubro de 2009 com a vitória, nas autárquicas, da lista liderada por Márcio Alves, mas sem maioria absoluta, já que conquistou quatro mandatos, tantos quantos os da lista de Hélder Dias, tendo a terceira, encabeçada por Durval Gonçalves, conseguido um eleito. Todos os três em listas independentes. Embora sem chegarem a consenso, o certo é que Márcio Alves foi empossado presidente e a partir daquela data os órgãos da freguesia ficaram instalados. No entanto nunca houve acordo quanto à constituição da Junta, já que Márcio Alves exige dois lugares no Executivo, enquanto os outros candidatos querem que seja constituído por um elemento de cada lista. Ou seja sem executivo não há decisões, pagamentos ou outra qualquer posição. A freguesia literalmente parou. “O caso já foi para o Tribunal Administrativo e infelizmente não deu em nada. O Tribunal entende que os órgãos estão instalados e não tem competência para se sobrepor, e convocar eleições”, explicouo Governador Civil do distrito de Viana do Castelo. Joaquim Pita Guerreiro garante que já fez “de tudo” para “chamar as três listas à realidade e ao entendimento”, mas mais não pode fazer. “Arriscamo-nos a ter uma Junta parada durante quatro anos. Sem obras, sem funcionários e sem pagamentos”, desabafou. Isto porque sem executivo formado, não há forma de tomar decisões, sejam políticas ou financeiras. É que apenas quando a Assembleia de Freguesia não tem quórum é que se torna possível convocar novas eleições, no entanto em Merufe nenhum dos eleitos aceita dar o primeiro passo.

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