FECHAR
Logo
Capa
A TOCAR Nome da música AUTOR
admin 30 Ago 2010

Monção: Homens da Junta combatem incêndios mas sem receber salários desde 2009

Os quatro sapadores florestais que estão ao serviço da Junta de Freguesia de Merufe, em Monção, estão sem receber qualquer salário desde Dezembro de 2009, […]

Acessibilidade

Ouvir
Aumentar Texto Diminuir Texto
Contraste Contraste

Os quatro sapadores florestais que estão ao serviço da Junta de Freguesia de Merufe, em Monção, estão sem receber qualquer salário desde Dezembro de 2009, situação idêntica aos restantes quatro funcionários daquela autarquia, dada a falta de entendimento entre as três forças representadas na assembleia local desde as últimas eleições. A esperança reside na decisão do tribunal, esperada para Setembro.

 
“É difícil para qualquer trabalhador passar tanto tempo sem receber, mas para estes sapadores florestais é ainda mais complicado pelo que têm passado este Verão. Ainda hoje estão a combater um incêndio há mais de vinte e quatro horas, mas há oito meses que não recebem vencimento”, explicou Márcio Alves. O autarca eleito em Merufe lembra o “enorme esforço” a que têm estado sujeitos sobretudo os sapadores florestais, num Verão em que “chegaram a trabalhar dias inteiros sem descanso”. Tudo porque a Junta foi instalada mas como a oposição tem a maioria desde as eleições que não há governo daquele órgão ou sequer um executivo. A história começa a 11 de Outubro de 2009 com a vitória, nas autárquicas, da lista liderada por Márcio Alves, mas sem maioria absoluta, já que conquistou quatro mandatos, tantos quantos os da lista de Hélder Dias, tendo a terceira, encabeçada por Durval Gonçalves, conseguido um eleito. Todos os três em listas independentes. Embora sem consenso, Márcio Alves foi empossado presidente e os órgãos da freguesia ficaram instalados, mas acordo quanto à constituição da Junta. Márcio Alves exige dois lugares no Executivo, enquanto os outros candidatos querem que seja constituído por um elemento de cada lista. Ou seja sem executivo não há decisões, pagamentos ou outra qualquer posição e a freguesia literalmente parou. Por pagar estão uma dezena de salários, o que corresponde a uma verba total superior a 40 mil euros, entre trabalhadores das obras, limpeza, educativos e sapadores florestais. Estes últimos ganham pouco mais de 600 euros por mês, ou pelo menos deviam ganhar. “É muito complicado, vivem da ajuda das famílias e eu próprio tentei ajudar financeiramente enquanto pude. A nossa sorte é que são pessoas responsáveis e continuam a combater os incêndios sem que as pessoas valorizem o seu trabalho”, explicou ainda o presidente eleito. A esperança dos trabalhadores reside na decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, esperada para o inicio de Setembro, sobre a acção interposta pelo autarca para que judicialmente sejam autorizadas as transferências bancárias para as contas dos trabalhadores, mesmo que sem um Executivo da Junta constituído.

Comentários

Últimas notícias

mais notícias

Últimos podcasts

mais podcasts