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admin 27 Ago 2010

Paderne/Melgaço: Discórdia sobre funerais leva população a exigir a saída do pároco local

Um movimento de populares de Paderne, Melgaço, do qual faz parte o presidente da junta local, decidiu entregar um abaixo-assinado junto do bispo de Viana […]

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Um movimento de populares de Paderne, Melgaço, do qual faz parte o presidente da junta local, decidiu entregar um abaixo-assinado junto do bispo de Viana do Castelo para pedir “a rápida substituição” do padre da freguesia. Em Paderne, Melgaço, igreja e fiéis andam de candeias às avessas por causa de dois funerais durante os quais o padre não terá acompanhado o corpo desde a casa mortuária à igreja. “Isto aconteceu por causa de algumas pessoas que desconhecem as normas litúrgicas a respeito dos funerais e criticam sem saberem o que estão a dizer”, defende-se José Alberto Sousa, padre há 35 anos na paróquia de Paderne, onde garante nunca ter tido “problemas com ninguém”. No entanto, e de acordo com o autarca local, Rui Pinho, esta “revolta” popular resulta de um acumular de situações, todas elas relacionadas com a recusa do Pároco de levantar os mortos na casa mortuária, que dista da igreja cerca de 300 metros. Depois de várias recusas, no passado sábado a atitude do padre num funeral fés transbordar o copo. Isto numa altura em que um habitante local perdeu, num espaço de cinco dias, a mãe e o pai.

 
Na origem da contenda terá estado a interpretação do prior do “Ritual Romano da Celebração das Exéquias” que prevê três esquemas para funerais, nenhum dos quais obriga o padre acompanhar o corpo velado desde a capela mortuária à igreja. Nos funerais de sexta e sábado passados, o padre José Alberto decidiu esperar à entrada da igreja pelo corpo que se encontrava a ser velado na nova casa mortuária, inaugurada em Novembro de 2009 e que apenas sexta começou a ser utilizada. O padre, ordenado a 15 de Agosto de 1958 e há 35 anos em Paderne, explica ser da opinião de que “todos podem ir para a casa mortuária, mas prioridade é para os pobres”. A reunião de quarta-feira, organizada pelo Movimento de Defesa dos Interesses de Paderne, foi muito participada e contou com cerca de 500 assinaturas, contou o responsável do movimento, que espera apenas que o padre José Alberto “cumpra com a palavra de deu” e que depois de entregue o abaixo-assinado abandone a freguesia.

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