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admin 01 Ago 2010

Viana: Câmara quer antigo quartel em risco de ruína vedado, obras só em 2011

  A Câmara de Viana do Castelo vai solicitar ao Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (IFMA) que o edifício do antigo quartel dos Bombeiros […]

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A Câmara de Viana do Castelo vai solicitar ao Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (IFMA) que o edifício do antigo quartel dos Bombeiros Municipais seja “imediatamente vedado” de forma a salvaguardar a circulação pública no local, face ao adiantado estado de degradação do imóvel, com 250 anos, e depois de algumas partes já terem ameaçado a integridade física de transeuntes. “Vamos ver se conseguimos que a administração possa tomar medidas para preservar aquelas partes que têm maior ligação com o exterior”, começou por explicar, à Geice FM, o presidente da autarquia, sublinhando que desde 2004 que o edifico já não é público, apesar de ainda hoje ostentar a placa “Património do Estado”.

 
“De qualquer forma vamos envidar esforços para que o edifício seja vedado para não causar qualquer perigo para a ordem pública”, acrescentou José Maria Costa. É que o estado de conservação do antigo e devoluto quartel dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo está a motivar preocupação generalizada, depois da queda de vidros e outras partes do edifício para a via pública nos últimos dias. O imóvel, situado em pleno centro da cidade e que já teve funções de padaria militar, foi vendido pelo Estado ao Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (IFMA), que o adquiriu com o intuito de alargar as instalações actuais, contíguas, onde recebe 200 alunos no Ensino Básico. “Há um projecto entregue, há mais de um ano, para a valência escolar mas desconhecemos se a instituição ainda tem interesse em avançar”, acrescentou o autarca. Há 11 anos que o edifício está devoluto, com a saída dos bombeiros e até hoje a obra de adaptação nunca chegou a avançar. Fonte da instituição explicou à Geice que “as burocracias” impostas pela tutela da Educação aos projectos idealizados para o local têm travado o mesmo. Mas garante a obra deverá mesmo avançar, em 2011, avaliadas em mas de um milhão de euros. Até lá, acrescentou ainda, será feita uma intervenção de prevenção no local para evitar a queda de outras partes do edificio. A venda da antiga Padaria Militar de Viana do Castelo aconteceu a 17 de Dezembro de 2004, naquela que foi a única proposta apresentada no âmbito da hasta pública promovida pela Direcção-Geral do Património do Estado. Já anteriormente tentada por várias vezes, mas sempre sem êxito, a venda deste edifício visava arrecadar receitas extraordinárias e tinha como base de licitação era de 550 mil euros. O IFMA – uma instituição de solidariedade social de inspiração cristã com sede no Brasil e intervenção em vários países do mundo, incluindo Portugal -, apresentou a única proposta, com mais um cêntimo do que o valor pedido. No entanto, até hoje, a obra de adaptação nunca chegou a avançar e o estado de degradação do antigo quartel vai aumentando. Inclusive, uma torre lateral de vigia, em madeira, ameaça mesmo a ruína, desconhecendo-se o estado de conservação do resto do edifício, devoluto e que chegou a ser usado para práticas marginais. Em causa um imóvel de 860m2 em dois andares, construído em 1760 e que serviu, nos seus últimos anos de vida útil, como quartel dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo, apresentando-se agora completamente degradado, Situação que se agravou depois de aquela corporação o ter deixado devoluto em Setembro de 1999. Apesar da venda, o certo é que o edifício ficou na mesma.
 

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