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admin 15 Out 2010

66 euros por mês em portagens para 700 metros para trabalhadores de Viana

Centenas de trabalhadores da Zona Industrial do Neiva, a maior de Viana do Castelo e que alberga dezenas de unidades fabris, estão revoltados com o […]

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Centenas de trabalhadores da Zona Industrial do Neiva, a maior de Viana do Castelo e que alberga dezenas de unidades fabris, estão revoltados com o facto de com o inicio de cobrança de portagens na A28, terem que gastar entre 30 a 60 euros por mês para percorrer apenas 700 metros. “O pórtico, que é o primeiro da A28, foi colocado a 700 da Zona industrial. Qualquer trabalhador que vem de casa, de Viana, tem que passar por ele. É um ataque premeditado que nos fizeram. E às empresas claro”, explicou ontem Luís Liquito, um dos trabalhadores.

 
Em causa está uma portagem/pórtico de 75 cêntimos por cada entrada na zona Industrial, sendo que o grosso dos trabalhadores residem a uma média de cinco a dez quilómetros de distância. Ou seja, sem saírem do próprio concelho, para irem trabalhar, estes operários, conforme a intenção de irem almoçar a casa ou não, podem ter contas no final do mês, mesmo com as isenções, que podem chegar aos 60 euros. “Repito, apenas para percorrer 700 metros que é a distância do pórtico à saída da A28 para a zona industrial”, sublinha Liquito. Casado e com dois filhos, a partir de segunda-feira, vai arriscar chegar à fábrica da Browning, onde trabalha há 22 anos, desde Vila Franca do Lima, a sete quilómetros, pelas estradas interiores e municipais. “Vou sair uns 15 minutos mais cedo de casa para esperar nas filas que estas estradas vão ter. Já estou a imaginar no que se vão transformar os habituais 7 minutos”, conta ainda, lembrando: “Para o meu salário, estas portagens de 700 metros valem uma redução de 4,5%”. “Estamos a falar de 33 euros só para ir e vir. Mas e quem, porque mora perto, vai comer a casa? Passa para 60 euros”. A conclusão desta técnica de vendas é só uma: “A alimentação vai ser como calhar e o convívio com a família só à noite. Parabéns ao Governo”, remata, visivelmente irritada e garantindo que não coloca qualquer dístico electrónico na viatura. Ao longo do percurso até ao Porto há mais três pórticos de cobrança, mas o segundo fica a poucos quilómetros do de São Romão de Neiva, no limite entre os concelhos de Viana e Esposende.

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