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admin 11 Out 2010

Museu do Ouro: Defesa pede absolvição dos arguidos

A defesa dos cinco arguidos no caso do violento assalto ao Museu do Ouro de Viana do Castelo arrebatou esta segunda-feira, introduzindo mesmo novos dados, […]

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A defesa dos cinco arguidos no caso do violento assalto ao Museu do Ouro de Viana do Castelo arrebatou esta segunda-feira, introduzindo mesmo novos dados, a argumentação do Ministério Público, que pede dez anos de prisão para cada um dos jovens. A defesa está assim a insistir que não há motivos para a condenação dos arguidos e pede a absolvição de todos. Desde a sequência lógica dos acontecimentos, à falta antecedentes criminais “que permitissem”, segundo a defesa, arquitectar um assalto desta dimensão. A defesa apontou mesmo a não existência de qualquer prova de que Bruno, o assaltante alegadamente atingido durante o tiroteio com os agentes da PSP, “sequer tivesse estado em Viana do Castelo”.

 
“Pelo contrário, uma das testemunhas, a senhora da ourivesaria refere, a propósito de um dos assaltantes, encapuzado, que controlava os clientes e funcionários no interior, refere: Aqueles olhos verdes. Nunca mais me esquecerei”. Relembrou o advogado de defesa para quem “pelo menos está aqui uma pessoa a mais. Nenhum dos arguidos têm olhos verdes”, rematou. “Por muitos raciocínios dedutivos honestos que conseguiam fazer não conseguem lá chegar. A prova morreu”, disse ainda Gabriel Freitas.  Outra das teses atacadas pela defesa foi a revelação de um presidiário, que afirmou ter tido contacto com os arguidos aquando da passagem destes pela cadeia de Viana do Castelo e que enviou uma carta a tentar relatar alguns alegados factos que ouvi do grupo. Este aguardava julgamento na altura mas acabou por ser ouvido em julgamento e garantiu perante o juiz que uma das peças de culto retiradas do Museu do Ouro era uma réplica da Ponte Eiffel, sobre o Lima, em filigrana. Ora a referida peça era uma réplica sim, mas da do Douro o que, entre outros pormenores, levou os advogados a afirmarem que o testemunho daquele presidiário, valorizado pelo MP, se baseou em “alguns recortes dos jornais”, já que nem os arguidos conseguiram identificar em tribunal. “Mas fico acagaçado ao ver que o MP consegue ver provas para pedir dez anos de prisão”, afirmou o advogado Gabriel Freitas. As alegações finais continuam durante a tarde, perante um reforço das medidas de segurança no Tribuna de Viana, com os dois últimos advogados.

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