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admin 11 Out 2010

Museu do Ouro: Em dia de segurança reforçada, arguidos podem finalmente falar em processo

O Tribunal de Viana do Castelo retoma hoje uma das últimas sessões do caso do Assalto ao Museu do Ouro e que desde já ficará […]

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O Tribunal de Viana do Castelo retoma hoje uma das últimas sessões do caso do Assalto ao Museu do Ouro e que desde já ficará marcada pelo reforço das medidas de segurança, a pedido do advogado da defesa. Isto precisamente num dia dedicado apenas ás alegações finais da defesa mas que, sabe a Geice, poderá levar, pela primeira vez, um dos cinco arguidos a prestar declarações, depois de mais de vinte sessões em que todos estiveram em silêncio.O advogado Miguel Brochado Teixeira, responsável pela defesa de dois dos arguidos, admitiu essa hipótese e alguma relação com o facto de ter ele próprio solicitado um reforço da segurança na sala a de audiências. “Vamos ver o que vai acontecer. Mas posso garantir que as alegações finais vão ser muito duras”.

Nomeadamente,  o advogado vai insistir na tese do “Corredor do Ouro”, abordada no mesmo dia do assalto, a 06 de Setembro de 2007, pelo proprietário das ourivesarias de Viana do Castelo, Manuel Freitas, que aludia uma rede que operava junto deste tipo de estabelecimentos para depois os entregar aos receptadores. “Investiguem o Corredor do Ouro que ainda por ai. Isto é só a ponta do icebergue”, chegou a apontar o ourives, logo após a detenção dos arguidos, em 2007, pela Policia Judiciária. No caso de Viana do Castelo, defende o advogado Brochado Teixeira, o real valor é das peças em filigrana levadas do museu, era  o de coleccionismo e não nas peças mais vulgares de ourivesaria “que nunca, por si só, envolveriam um assalto com este nível de preparação”, apontou ainda, realçando que as suas alegações finais serão “violentíssimas”.Já antes, na sexta-feira, foi a vez do Ministério Público e a da defesa do Ourives Manuel Freitas terminarem as suas alegações finais com o procurador a pedir, por igual, dez anos de prisão efectiva para os cinco arguidos do violento assalto ao Museu do Ouro, entendendo que foram dados como provados, para cada um dos suspeitos, a co-autoria de dois crimes de furto, dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada, três ofensas à integridade física agravadas, além, de falsificações e posse de armas.Quer o MP, quer o advogado do ourives assaltado e que reclama um prejuízo superior a 790 mil euros, insistiram que foi comprovada a participação de todos os cinco arguidos. “Um deles, como se podia ver nas imagens de videovigilância do Museu e comparar agora, tinha um andar esquisito e raro. Pés para fora e anca arqueada. Até isso dá provar”, reclamou a acusação. Foram ainda citadas transcrições de conversas entre a namorada de Bruno, o alegado assaltante morto durante o tiroteio em Viana do Castelo, em que esta perguntava a um amigo, entre outras coisas, o porquê de o não terem deixado logo no hospital de Viana, após o ferimento, ou porque o não o convenceram a desistir da ideia do assalto. Ainda assim, o MP admitiu que durante as várias sessões muitas das testemunhas falaram com “receio”, mas que ao fim de tantas coincidências: “Até um Santo desconfia”.

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