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admin 11 Out 2010

Museu do Ouro: Sentença dia 2, Defesa com acusações à investigação

O Tribunal Judicial de Viana do Castelo marcou hoje para 02 de novembro a leitura da sentença dos cinco homens acusados da autoria do violento […]

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O Tribunal Judicial de Viana do Castelo marcou hoje para 02 de novembro a leitura da sentença dos cinco homens acusados da autoria do violento assalto ao museu do ouro daquela cidade, em setembro de 2007. Durante as alegações finais, a defesa pediu a absolvição de todos os arguidos, considerando que “não foi feita qualquer prova que os possa ligar” aos factos.

 
Os advogados dos arguidos criticaram fortemente a investigação, conduzida pela Polícia Judiciária, e manifestaram-se mesmo convencidos de que houve “pressões políticas e hierárquicas” para rapidamente se apresentarem resultados, pelo que acabaram por ser detidos os que “foram apanhados mais a jeito”. Lembraram que o assalto ocorreu na véspera de uma cimeira dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, que se iria realizar em Viana do Castelo e que no mesmo dia do assalto o ministro da Administração Interna garantia, na Assembleia da República, que “os ladrões já estavam presos”. Perante esta garantia, alegaram, que “era preciso martelar à força uma acusação, para meter na cadeia aqueles que o ministro tinha anunciado”. O Ministério Público já tinha pedido uma pena de 10 anos para cada um dos arguidos, que respondem pela coautoria, entre outros, de três crimes de roubo, dois de homicídio qualificado na forma tentada e três de ofensas à integridade física qualificada. Os factos remontam à manhã de 06 de setembro de 2007, quando um grupo de indivíduos armados assaltou a Ourivesaria Freitas e o Museu da Ourivesaria Tradicional, ambos situados no Centro Histórico de Viana do Castelo e pertencentes ao mesmo proprietário. Na altura do assalto, os indivíduos envolveram-se numa troca de tiros com a PSP. Os assaltantes fugiram numa carrinha roubada, que viriam a incendiar poucos minutos depois num caminho da freguesia de S. Romão de Neiva, prosseguindo a fuga numa outra viatura, também furtada. Pouco depois, dava entrada no Hospital da Trofa um jovem ferido com um tiro na cabeça, que acabaria por morrer. A acusação garante que esse jovem esteve envolvido no assalto e poderá ter sido baleado na troca de tiros com a PSP, mas a defesa refere que não há nada que prove esse envolvimento. A defesa classificou toda a acusação como um filme, chegando mesmo a afirmar, com ironia, que “Woody Allen não teria feito melhor”. O caso está a ser julgado por um tribunal de júri, constituído por três juízes e quatro jurados, estes últimos escolhidos aleatoriamente entre os cidadãos eleitores de Viana do Castelo.

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