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admin 26 Out 2010

PNPG vai continuar sem éolicas no novo plano de ordenamento

Apesar da muita insistência das populações, o Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda Gerês, a publicar até ao final do ano depois de […]

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Apesar da muita insistência das populações, o Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda Gerês, a publicar até ao final do ano depois de cumprido o período de consulta pública, vai continuar a excluir a possibilidade de instalação de aproveitamentos eléctricos como aerogeradores ou mini-hidricas, apurou a Geice. Isto apesar de haver algumas cedências em outros pontos do documento inicial. Aerogeradores no parque é que é algo fora de questão. “Vamos fazer barulho para que seja possível ou então que nos compensam de alguma forma. Mas em Lisboa o que se quer é um parque sem pessoas, só com animais. Neste momento os animais menos protegidos somos nós, as pessoas”, insurgiu-se Manuel Costa. O presidente da Junta do Soajo é um dos principais rostos da contestação às imposições colocadas a qualquer actividade no PNPG, as quais, afirma, só servem para a “levar os novos para longe”.

“É uma terra que agora, chega o Inverno, e a partir das 18.00 não se vê ninguém. É a desertificação total. Ficam só os animais”, acrescenta. Recorde-se que a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, garantiu esta semana que o plano de ordenamento, alvo de muitas críticas pelas populações dos cinco concelhos que integram o PNPG estará publicado antes do fim de 2010. “O período de consulta pública terminou. Houve muitas sugestões, críticas, negativas e positivas, e, agora, analisados esses contributos e a sua compatibilidade com a legislação comunitária, que é preciso respeitar, está-se a ultimar o documento”, afirmou, em declarações aos jornalistas. ´A senhora ministra vai ter que ceder em alguma coisa. Porque o PNPG não tem gente, nem tem dinheiro. Ninguém quer saber”, garante Manuel Costa. Explica que uma das medidas mais contestadas, e simples, do Plano, que envolvia a necessidade de que qualquer intervenção por mínima que fosse tivesse o aval técnico de um dos arquitectos, já terá sido abolida. Assim como a garantia de apoio, como reclamavam, os autarcas locais, apoios à recuperação de antigas casas de florestais, pontões e outros estradões que servem a imensidão do parque. De fora está a possibilidade de a serra, apesar dos muitos promotores interessados, vir a receber as torres eólicas, um garante de investimento e lucros para as respectivas localidades. “Em Melgaço, a cinco metros da área do parque, é só ver as torres por ali fora. Não afecta tanto como aqui?”, insurge-se o autarca. Para Manuel Costa, que já tem liderado reuniões entre vários presidentes de Junta do Parque, sem eólicas, o Ministério do Ambiente “tem que arranjar outras soluções” para “ajudar a financeiramente segurar as pessoas” no parque.

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