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admin 27 Out 2010

Portagens na A28 chegam a Bruxelas

O eurodeputado do CDS Nuno Melo questionou hoje a Comissão Europeia sobre as “graves consequências económicas” do custo “abusivo” das portagens na A28 e o […]

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O eurodeputado do CDS Nuno Melo questionou hoje a Comissão Europeia sobre as “graves consequências económicas” do custo “abusivo” das portagens na A28 e o consequente afastamento de visitantes estrangeiros. “Esta decisão não tenderá a restringir fortemente o fluxo de estrangeiros ao norte de Portugal, para turismo ou negócios, com graves consequências económicas, mais ainda em plena conjuntura de crise?”, questiona Nuno Melo, numa interpelação à Comissão Europeia.

 
O eurodeputado considera “manifestamente abusivo” o valor cobrado aos veículos de matrícula estrangeira, por os condutores terem de pagar 27 euros por um dispositivo eletrónico e carregá-lo com um mínimo de 50 euros (100 euros no caso dos veículos pesados) não reembolsáveis. Nuno Melo questiona se a Comissão Europeia considera “aceitável” que se cobre aquele montante por “uma simples viagem entre a Galiza e o Porto”, que em território português é de 76 quilómetros. Para o eurodeputado, “esta decisão do governo português prejudicará de forma trágica o fluxo de pessoas e mercadorias, com graves prejuízos para a economia da região norte de Portugal, fortemente ligada e dependente do relacionamento com a Galiza e outras regiões do norte e nordeste de Espanha”. Nuno Melo salienta ainda que “mais de 75.000 pessoas atravessam diariamente as fronteiras entre a Galiza e o Norte de Portugal, num total que ronda 27 milhões de pessoas por ano”. Na interpelação, o deputado do Parlamento Europeu recorda que o jornal espanhol El Mundo classificou já o sistema de portagens nas antigas SCUT portuguesas como “o mais caótico” e “mais caro do mundo”. A A28, entre Viana do Castelo e Porto, integra uma das três antigas vias sem custos para o utilizador (SCUT) que desde dia 15 têm sistema de portagem eletrónica. Os condutores de veículos de matrícula portuguesa podem optar pelo pós-pagamento, com um acréscimo mínimo de 30 cêntimos por passagem nos pórticos, mas os de matrícula estrangeira são obrigados a ter um dispositivo eletrónico.

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