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admin 04 Nov 2010

Valença: MP chama povo a decidir desaparecimento de empresário galego em que ex-vereador é suspeito

Depois do caso do violento assalto ao Museu do Ouro ter terminado esta semana, na primeira instância, com a condenação de cinco jovens a penas […]

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Depois do caso do violento assalto ao Museu do Ouro ter terminado esta semana, na primeira instância, com a condenação de cinco jovens a penas de prisão de 18 anos, Viana do Castelo vai assistir este mês a mais um polémico caso envolvendo jurados, ou seja pessoas anónimas escolhidas aleatoriamente entre os eleitores residentes no concelho. Desta vez é na comarca de Valença e envolve a tentativa de descobrir o que aconteceu afinal a um empresário galego desaparecido há 11 anos e cujo suspeito é um antigo vereador do CDS-PP.

 
A decisão de chamar quatro jurados (e mais quatro suplentes que vão acompanhar igualmente todo o julgamento), apurou a Geice junto do Tribunal de Valença, foi do procurador do Ministério Público naquela comarca, que acusa neste processo mais três arguidos, entre os quais outros dois empresários galegos, num julgamento que envolve ainda três juízes e tem inicio marcado para 15 de Novembro. Francisco Morais da Fonte, advogado em Viana do Castelo há 32 anos, é um dos mais experientes do distrito em termos de Tribunal de Júri, que já solicitou, sempre na Defesa, por três vezes. A última foi no chocante triplo-homicidio que aconteceu há mais de dez anos em vila Fria. Apesar de algumas limitações deste tipo de Julgamento, Morais da Fonte diz que nunca se arrependeu. Apesar de tudo, aponta, nos três casos em que esteve envolvido, a pouca intervenção dos jurados. O advogado reconhece que com esta ausência, os Jurados acabam por não participar “no apuramento dos factos” daí que sejam os juízes que integram o Tribunal de Juri a tomar a liderança, como em qualquer outro julgamento. Em Valença está em causa neste processo está o desaparecimento do empresário Guillermo Collarte, ocorrido há mais de uma década e no qual um português suspeito de assalto a bancos terá sido, diz a acusação, contratado para consumar o rapto. O Tribunal de Valença concluiu, na fase de inquérito, pelos “fortes indícios” do envolvimento dos arguidos e assim decidiu levar o caso para Julgamento. O MP de Valença aponta como suspeito José Lopes Rodrigues, eleito na altura vereador pelo CDS-PP e que foi uma das últimas pessoas a ver o galego. A 05 de Outubro de 1999, o vereador e Collarte estavam acompanhados por dois espanhóis – também arguidos -, com interesses comuns na construção civil, durante uma visita a obras em Valença. O ex-vereador da Câmara de Valença já se afirmou “injustiçado” com estas acusações, mas admitiu “o azar de ter estado” com o empresário espanhol no dia em que este desapareceu. “Como fui eu, podia ter sido qualquer outro”, afirmou José Lopes Rodrigues, lembrando o seu “passado impecável”. No entanto, a debilitada saúde do ex-vereador pode condicionar a sua presença em Tribunal, num julgamento que se prevê longo.

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