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admin 28 Jan 2011

Trabalho: Empresas não deviam pagar indemnizações porque não são pais de ninguém – Empresário Nuno Ribeiro

O empresário Nuno Ribeiro, que vai investir em três fábricas e criar 140 empregos, diz não entender a razão para pagar uma indemnização no final […]

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O empresário Nuno Ribeiro, que vai investir em três fábricas e criar 140 empregos, diz não entender a razão para pagar uma indemnização no final de um contrato, realçando que “as empresas não são pais de ninguém”. O presidente da Suavecel, empresa transformadora de papel de Viana do Castelo, afirmou que “as empresas não são pais de ninguém”, apoiando a proposta do Governo para diminuir o custo dos despedimentos em negociação com os parceiros sociais.

 
“As empresas não são pais de ninguém: as pessoas trabalham e recebem um salário por isso. No caso dos contratos a prazo, não entendo porque é que uma empresa tem que pagar indemnização no final de um contrato de trabalho”, defendeu. Ainda assim, Nuno Ribeiro, que vai investir na construção de duas novas unidades de produção em Viana do Castelo e uma na Galiza, considera que os cortes nas indemnizações “não vão mudar nada em relação ao aumento do emprego ou do desemprego, porque quando se contrata uma pessoa não se está a pensar se se vai ter que pagar mais ou menos”.
O empresário de Viana do Castelo considerou que, em vez de um limite máximo de 12 salários por antiguidade, “deveria ser zero como em muito países. Não se deve ter que pagar quando um funcionário deixa de ter as condições para continuar na empresa”. Para Nuno Ribeiro, para promover a criação de postos de trabalho, o Governo devia reduzir a taxa de IRC às empresas que empregam mais pessoas e facilitar as burocracias que existem quando se cria uma empresa, dando o exemplo do projeto de construção de uma fábrica de produção papel para abastecer a Suavecel que ainda não arrancou, porque demorou mais de dois anos até ter a posse do terreno onde será construida.
A Suavecel, instalada na zona industrial de Neiva, emprega 71 pessoas e até 2012 deverá triplicar o número de postos de trabalho, com a criação de 35 empregos na fábrica de fraldas descartáveis, 35 na fábrica de produção de papel, ambas em Viana do Castelo, e 70 na fábrica de Pontevedra, na Galiza. Com um investimento em curso superior a 40 milhões de euros, Nuno Ribeiro assegura que este é o melhor momento para investir: “Temos mercado e, desde que haja mercado, o momento para investir é sempre bom. Se há uma crise agora, dentro de um ano ou dois anos passará e aí estaremos aptos para estar no mercado”. A única queixa do empresário vianense tem a ver com os elevados ‘spreads’ praticados pelos bancos, “nada convidativos a investir”. Com um volume de negócios superior a 25 milhões de euros, cerca de 80 por cento da produção – lenços, guardanapos, rolos de cozinha e papel higiénico – sai da fábrica com a marca dos grandes retalhistas nacionais e internacionais e a restante com a marca Suavecel.

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