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admin 25 Fev 2011

Caminha: Assembleia Municipal unânime contra mais portagens na A28

A Assembleia Municipal de Caminha aprovou hoje, por unanimidade, uma moção contra a introdução de portagens, prevista para 15 de abril, no troço da A28 […]

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A Assembleia Municipal de Caminha aprovou hoje, por unanimidade, uma moção contra a introdução de portagens, prevista para 15 de abril, no troço da A28 que liga aquele concelho a Viana do Castelo. O documento, apresentado por uma deputada municipal do PSD, sublinha que a introdução de portagens será “a pior medida” com que a região do Alto Minho se vê confrontada.

 
“Afeta o turismo, diminui a atração de investimentos e a criação de emprego, diminui a competitividade das nossas empresas, promove a desigualdade territorial e o desemprego”, refere. A moção lembra que o primeiro-ministro, José Sócrates, aquando da inauguração daquele troço, “garantiu que as principais vias estruturantes do Alto Minho iam continuar sem custos para o utilizador, até que a região atingisse índices de riqueza paralelos à média nacional”.  “Na altura, [José Sócrates] chamou-lhe solidariedade nacional. Pois é desta solidariedade que precisamos. O Alto Minho continua num nível abaixo da média do resto do país, temos um baixo desenvolvimento económico, uma taxa de desemprego crescente e estamos condenados ao pagamento de portagens em todas as principais vias de acesso”, refere a moção. Acrescenta que, além de “injusta”, a introdução de portagens na A28 “não é coerente”, já que, “por um lado, o Estado e o município investem milhões de euros na requalificação das frentes ribeirinhas, através do projeto Polis Litoral Norte, mas por outro vai cobrar dinheiro para circular na autoestrada, empurrando assim os camiões novamente para as estradas nacionais, para junto dos paredões, das ecovias e dos espaços verdes”. Em relação ao caso concreto de Caminha, a moção refere que a Câmara defendeu a criação de um acesso da A28 entre Vilar de Mouros e Argela para potenciar a criação de um pólo industrial no interior do concelho, já previsto em PDM e com parte do financiamento garantido. “Ainda não está em funcionamento e já sofre este duro revés: a obrigatoriedade de pagamento de portagens na entrada e saída do Parque. Mais uma vez, não é justo. Não é coerente. É o concelho de Caminha que sai gravemente prejudicado”, lê-se ainda na moção. O documento, além de solicitar a suspensão da implementação das portagens na A28 entre Caminha e Viana do Castelo, preconiza também a criação de uma comissão, composta por um elemento de cada força política na Assembleia Municipal, para acompanhar este processo, juntamente com a Câmara. Será ainda elaborada uma petição online, a solicitar a suspensão da implementação das portagens.

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