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admin 13 Fev 2011

Reportagem: Em tempos de crise, namorados trocam presentes por momentos passados a dois

O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa que se celebra a 14 de Fevereiro. Em Portugal, este […]

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O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim é uma data especial e comemorativa que se celebra a 14 de Fevereiro. Em Portugal, este dia já é tradição e é comum a troca de cartões e presentes com simbolismo entre os casais.

 
Existem várias teorias relativas à origem de São Valentim e à forma como este mártir romano se tornou o patrono dos apaixonados. O dia é, na actualidade, muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma de objectos simbólicos. Os símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. A Geice FM saiu à rua para perceber como é celebrado o amor em tempos de crise. Percebeu que a maioria dos casais opta por pequenas lembranças ou somente por passar mais tempo junto, em vez de gastar dinheiro em prendas. Isac Santos, de 25 anos, diz que “não costuma fazer nada de especial” neste dia e substitui as prendas caras por momentos a dois. Apesar de tudo, o jovem diz que, quando compra, opta por prendas úteis e não por lembranças específicas para este dia. Sílvia Gil, comerciante, já casada, continua a celebrar o Dia dos Namorados mas diz que opta apenas um jantar caseiro. Esta é uma forma de poupar dinheiro em tempos difíceis. Apesar do romantismo do dia, há quem não goste do Dia dos Namorados. Ana Silva, estudante de 22 anos, diz que este é um dia “como os outros” e que, mesmo que quisesse celebrar, seria uma “missão impossível”. A conjuntura económica actual tem assim influenciado a forma como os casais vivem o Dia do Namorados. Informações que a Geice conseguiu comprovar junto dos comércio tradicional do centro da cidade de Viana do Castelo. Os lojistas dizem que a situação está cada vez pior e que nem o dia dos mais apaixonados tem conseguido salvar as vendas. Teresa Pereira é proprietária de quatro lojas bem no centro da cidade. Vende bijuteria, malas, artigos de cerimónia, artigos sensuais e produtos para os mais apaixonados mas garante que o negócio vai mal nos quatro sectores. Teresa Pereira diz que as pessoas optam por comprar “coisas insignificantes” para oferecer, já que o tempo é de contenção. Isabel Soares trabalha numa loja de roupa para senhora. Os artigos são mais caros e, por isso, não têm tido grande saída. A lojista confirma a ideia de que, quem compra, opta por pequenas ofertas simbólicas. Luís Morais tem uma ourivesaria numa das ruas mais centrais de Viana. Diz que o Dia dos Namorados não gerou aumento de vendas. Apesar do negócio estar fraco, as pratas são dos produtos com mais saída. O aumento do preço do ouro faz com que as pratas sejam escolhidas. Voltando às ofertas mais económicas, Esmeralda Cristina é gerente de uma loja de malas, carteiras e artigos em pele mas diz que, apesar da oferta diversa, não tem conseguido vender mais nos últimos dias. O Dia dos Namorados não está menos apaixonado mas está certamente, mais contido em ofertas. A comerciante diz que as pessoas já não gastam dinheiro em prendas caras e que pensam muito bem antes de comprar o que quer que seja. Esmeralda Cristina diz que, em anos anteriores, as pessoas ainda compravam algo especial para dar neste dia mas que, com a crise, a situação tem vindo a piorar. Apesar de ser novidade na cidade, a loja “Fontinha Gourmet” não espera grandes lucros para o Dia dos Namorados. Paula Pinheiro, a proprietária, diz que as vendas estão “muito fraquinhas” e que não nota os vianenses muito apaixonados. A lojista acredita que as pessoas optem pelos tradicionais chocolates e por pequenas lembranças, pelo que não tem grande esperança de aumentar as vendas. Paula Pinheiro sugere um jantar confeccionado a dois como forma de contornar a crise e de marcar pela diferença.
No Dia dos Namorados, as lojas enchem-se de sugestões. Algumas são perfeitas, pelo menos até ao momento em que se olha para o preço e se percebe que não se pode gastar tanto num só dia. O cartão ou a caixa de chocolates tornam-se alternativas para quem não pode gastar muito dinheiro mas o “faça você mesmo” também tem conseguido adeptos. Jantares à luz da vela feitos em casa, flores roubadas na rua, presentes feitos à mão. Os portugueses optam cada vez mais por opções baratas e simbólicas para mostrar o amor. Para quem pode e quer gastar dinheiro, os hotéis da cidade disponibilizam ofertas verdadeiramente tentadoras. O hotel Axis Viana, mesmo na entrada da cidade, convida os casais a uma estadia realmente apaixonada. Os casais que quiserem pernoitar são recebidos com chocolate, espumante e água mineral. Existe ainda a possibilidade de um jantar a dois, a partir de 35 euros por pessoa. O hotel garante que vai ter uma “ocupação interessante” neste dia. Já o hotel Flôr de Sal, junto à praia Norte, diz estar com lotação boa para o Dia do Namorados, mas não está esgotado. O restaurante Saleiro, no hotel, também ainda está disponível para receber casais que queiram celebrar o amor. Com a conjuntura económica actual, os vianenses optam cada vez mais por celebrar o Dia dos Namorados de forma económica. Pequenas lembranças ou somente momentos a dois vêm substituir as prendas e as extravagâncias. Este ano, o Dia dos Namorados é mais pobre em ofertas mas, certamente, não menos apaixonado.

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