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admin 17 Mar 2011

Ambiente: Lixo em aterro produz eletricidade para 14 mil pessoas e poupa 9000 barris de petróleo

O Aterro Sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado vai produzir energia elétrica equivalente a 9000 barris de petróleo, suficiente para assegurar as necessidades […]

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O Aterro Sanitário do Vale do Lima e Baixo Cávado vai produzir energia elétrica equivalente a 9000 barris de petróleo, suficiente para assegurar as necessidades das 14 mil pessoas, disse fonte da empresa Resulima. Em causa está um investimento de 2,1 milhões de euros na instalação, em Vila Fria, Viana do Castelo, da Central de Valorização Energética de Biogás, estrutura que será capaz, a partir desta sexta-feira, de uma produção estimada de 15 Gwh anuais de energia elétrica através do aproveitamento do biogás gerado pelo aterro.

 
“É suficiente para fornecer energia a mais de 14.000 habitantes, ou seja abastecer as freguesias vizinhas do aterro sanitário, como Alvarães, Castelo do Neiva, Chafé, S. Romão do Neiva, Vila Fria e Vila Nova de Anha e diminuir a dependência energética de Portugal em cerca de 9.000 barris de petróleo”, explicou a fonte da Resulima, empresa totalmente pública e que gere o aterro sanitário. Este serve os concelhos de Viana do Castelo, Barcelos, Esposende, Ponte de Lima, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez. Já em 2011 deverá mudar-se para o concelho de Barcelos, após mais de dez anos em funcionamento em Vila Fria. No entanto, o investimento agora realizado não está em causa, garante a Resulima. “Apesar de o aterro encerrar, ainda vai produzir biogás durante muitos anos e por isso a central de produção elétrica vai continuar em Viana do Castelo, a produzir normalmente, tirando partido do processo de decomposição”, acrescentou a mesma fonte. A central é inaugurada esta sexta-feira, após várias semanas de testes e já se encontra ligada à Rede Elétrica Nacional. Quanto ao biogás, explica a Resulima, é gerado pela degradação da matéria orgânica dos resíduos sólidos urbanos e é composto maioritariamente por metano e dióxido de carbono, uma percentagem residual de compostos de enxofre e de compostos orgânicos voláteis. Este produto é captado da massa de resíduos sólidos depositada no aterro sanitário através de uma rede de drenagem por aspiração e conduzido a dois motores de combustão interna que transmitem a energia mecânica gerada a dois alternadores. Estes produzem, por sua vez, a energia elétrica, através de um consumo de cerca de 1.100 metros cúbicos de biogás por hora, com um teor de metano na ordem dos 56%.

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