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admin 29 Mar 2011

Arquitectura: Souto Moura, autor do Coliseu de Viana, distinguido com “Nobel da arquitectura”

O arquitecto Eduardo Souto de Moura, autor do projecto do Coliseu de Viana do Castelo, foi distinguido com o Prémio Pritzker 2011, considerado o Nobel […]

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O arquitecto Eduardo Souto de Moura, autor do projecto do Coliseu de Viana do Castelo, foi distinguido com o Prémio Pritzker 2011, considerado o Nobel da Arquitectura. O arquitecto português mostrou-se surpreendido com a atribuição do galardão, afirmando que não o ganhou “por ser excepcional”.

 
Souto de Moura afirmou que “uma das coisas que Siza Vieira (o outro arquitecto português vencedor do Pritzker) diz é que a primeira condição para ganhar prémios é não pensar neles. E, portanto, eu nunca esperei ganhar o Pritzker”. O galardoado considera que não ganhou o prémio “ por ser excepcional”. Com a crise internacional, Souto Moura considera que “os arquitectos excepcionais não vão ter grande futuro, porque acabou um certo estrelato na arquitectura”. Sublinhando tratar-se de uma interpretação sua, “porque o júri foi unânime” e não conhece lá “ninguém pessoalmente”, o arquitecto considerou “que tem algum significado esta entrega a um arquitecto português”. Diz ainda que este é “um prémio americano, que entregam à Europa, que entregam ao país mais marginal da Europa, e talvez ao menos vistoso dos arquitectos portugueses”. Souto Moura defende a “ arquitectura simples, objectiva e pouco narrativa”. Sobre as consequências deste prémio, Souto de Moura confessa que “estava muito preocupado com a minha actividade de arquitecto [no atelier de Lisboa emprega 10 arquitectos e no do Porto 35]. Praticamente, só trabalho lá fora (…) e assim vai haver mais trabalho”. Mas frisou: “Onde eu gosto mais de construir é aqui em Portugal, constrói-se bem (…) mas por mais boa vontade que haja não há investimento público”. Em Portugal, o arquitecto gostaria de acabar as suas obras: “Está tudo parado por falta de verbas”, observou. E deu alguns exemplos, como o Coliseu de Viana do Castelo, o metro do Porto – que “é um sucesso em termos de público” mas que gostaria que tivesse “uma segunda fase” – e, por último, um convento em Tavira, também por concluir. Sustentou ainda que o facto de ter sido um português a ganhar o Pritzker pode ser benéfico para “o futuro dos escritórios de arquitectura em Portugal”, porque, neste momento, “não há emprego, está tudo a emigrar”. Se tivesse de destacar só uma das suas obras, escolheria o estádio de Braga, porque foi feita “no momento certo, no sítio certo”. Quanto às características que definem o seu estilo, Souto de Moura diz que este “transporta as tradições da arquitectura”.
 

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