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admin 28 Mar 2011

Incêndios: Autarcas do Parque Nacional Peneda Gerês preocupados com cortes anunciados

Os autarcas de dois dos cinco municípios do Parque Nacional Peneda Gerês reagiram hoje com “cautela” ao anúncio de cortes nos meios de combate aos […]

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Os autarcas de dois dos cinco municípios do Parque Nacional Peneda Gerês reagiram hoje com “cautela” ao anúncio de cortes nos meios de combate aos incêndios mas assinalam “preocupação” pois “mesmo com apoio aéreo o parque é sempre fustigado”. Os presidentes de câmara de Terras do Bouro e Ponte da Barca, reagiram de forma diferente às declarações do presidente da Autoridade Nacional da Protecção Civil, que no domingo admitiu cortes no orçamento para meios de combate a fogos na ordem dos 20%, sendo que os meios aéreos serão os mais afectados.

 
São cinco os municípios que compõe os PNPG – Ponte da Barca, Terras do Bouro, Melgaço, Arcos de Valdevez e Montalegre. Para o autarca de Ponte da Barca, António Vassalo Abreu, estes cortes não são “alarmantes”, pois a autarquia tem “meios de combate extra-subsídios estatais”. O autarca revelou que em Ponte da Barca existem “três brigadas financiadas pela autarquia e que não dependem dos subsídios” afectados por estes cortes. Vassalo Abreu disse ainda que a época de fogos já está a “ser preparada” pois já “se está a fazer a limpeza dos terrenos afectos à autarquia”.O “problema”, segundo este autarca, diz respeito às zonas de “minifúndios”, pois “não se sabe quem são os proprietários, o que dificulta o processo de notificação para que seja feita a limpeza”. A limpeza dos terrenos que englobam o Parque Nacional Peneda Gerês (PNPG) também preocupa o autarca de Terras do Bouro, Joaquim Cracel. “Os proprietários já foram notificados mas em muitos casos são idosos sem condições económicas para fazer a limpeza”, explicou. Sobre os anunciados cortes, Joaquim Cracel reagiu com preocupação, “até porque o ano passado, sem estes cortes, os meios aéreos também não foram muito eficazes”. “Se já com o apoio aéreo tem sido difícil fazer frente aos fogos, sem ele, ou com menos meios, é que os bombeiros estão desgraçados”, afirmou. Para “contornar de alguma forma o flagelo dos incêndios” na autarquia, Joaquim Cracel revelou que a “estão a ser estudadas opções de vigilância do Parque à custa da autarquia, pois o parque é sempre fustigado pelos fogos florestais”.

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