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admin 12 Abr 2011

Viana: Empresário gasta 4.000 euros por mês nem portagens na A28 e não usa EN13 porque “custa o triplo”

Um empresário de Viana revelou gastar todos os meses 4.000 euros em portagens na A28 e garantiu que depois de estudar usar a estrada nacional […]

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Um empresário de Viana revelou gastar todos os meses 4.000 euros em portagens na A28 e garantiu que depois de estudar usar a estrada nacional 13 (EN13) como alternativa abandonou a hipótese, porque lhe custaria o triplo. José Morais Vieira, administrador da Metaloviana, afirma ter de pagar os 4.000 euros de portagens porque pôr o “pessoal a usar a EN13, segundo o estudo exaustivo que fizemos e só em horas parados na estrada, teria três vezes mais custos, pela falta de produtividade”.

Em causa está a viagem desde a zona industrial de S. Romão de Neiva, em Viana, precisamente onde está instalado um dos pórticos da A28, até ao Porto. Uma viagem de 40 minutos pela auto-estrada, até ao Porto, pode transformar-se em mais de duas horas pela EN13 e todos os dias a empresa tem na estrada mais de 25 viaturas. “Tomámos apenas a decisão de o percurso de Viana até às nossas instalações ser feito através da EN13, para evitar o pórtico [0,75 cêntimos] que está à entrada da zona industrial. O resto temos de pagar, mas reconheço que as isenções e descontos vieram reduzir essa despesa, que ainda assim é muito alta”, acrescenta. O que vai de encontro aos números do Instituto de Infraestruturas Rodoviárias relativos aos quatro trimestres de 2009 e 2010. Neste relatório, na A28 e além da quebra total mensal de 658 mil viaturas, as maiores variações diárias são na passagem pela zona industrial do Neiva. Circularam diariamente 13.395 viaturas, ou seja, metade do que em 2009. Para já, José Morais Vieira garante que a Metaloviana tem “tentado incorporar” o custo extra com as portagens no cliente final e assim evitou, nestes seis primeiros meses, qualquer despedimento. Acrescenta que de forma directa não despediu ninguém, mas teve de “incorporar serviços que pedia a empresas fora no nosso trabalho para reduzir custos. Essa redução foi para mais de metade”. Com cerca de uma centena de trabalhadores, a Metaloviana participou em empreitadas em vários pontos do país, desde os estádios do Dragão e do Sporting de Braga, ao metro do Porto e de Lisboa, entre outras. Neste momento, a empresa está a fazer um trabalho na refinaria de Leça, no Porto e José Morais Vieira considera incomportável “ várias semanas a fazer deslocar equipas”. Está ainda definido que as grandes viagens para o transporte de material são feitas apenas às segundas e sextas-feiras. “Ao ter que incorporar o valor das portagens, a empresa acabou por perder alguma competitividade porque o nosso grande trajecto de trabalho é até ao Porto”, rematou.

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