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admin 29 Jun 2011

Estaleiros: Se reestruturação não for travada, a 7 de Julho os trabalhadores dos ENVC vão a Lisboa em protesto

Se até ao dia 6 de Julho o Governo não travar o plano de reestruturação que está previsto para os Estaleiros Navais de Viana do […]

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Se até ao dia 6 de Julho o Governo não travar o plano de reestruturação que está previsto para os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, os trabalhadores da empresa de construção naval vão até Lisboa para marcar presença na Assembleia-Geral da Empordef, holding do Estado que está responsável pela tutela da empresa vianense. A Assembleia acontece dia 7 de Julho e os trabalhadores aprovaram por unanimidade a ida a Lisboa.

 
A decisão foi aprovada esta quarta-feira de manhã, na manifestação pública em defesa dos ENVC que aconteceu na Praça da República. Em dia de protesto, a administração dos Estaleiros foi assobiada e vaiada pelos trabalhadores da empresa. Branco Viana, coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo, afirmou que os ENVC construíram mais de 250 navios ao longo de 67 anos de existência. Trabalhador dos Estaleiros há 42 anos, Branco Viana disse que os trabalhadores “não são malandros e querem trabalhar”. Acusou a administração de má gestão por não ter trazido “um único navio em um ano de existência”. Diz que o anúncio da saída de 380 trabalhadores até ao final do ano é uma “traição” à empresa e critica a forma “luxuosa” como o anúncio foi feito. Branco Viana teme o efeito “dominó” que pode ser causado pela crise dos ENVC, empresa que considera o “suporte” dos vianenses. Para evitar a “destruição” dos Estaleiros, Branco Viana sugeriu a deslocação a Lisboa. A proposta foi aceite por unanimidade, em plena Praça da República. António Barbosa, da Comissão de Trabalhadores, diz que as pessoas saem de forma “natural” da empresa todos os anos e que não há necessidade de um despedimento colectivo. Mostra-se surpreendido pelo facto da administração querer reestruturar a empresa até ao final do ano visto que, em Outubro passado, a mesma administração dizia que a reestruturação ia ser feita 5 anos.

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