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admin 29 Ago 2011

Caminha: Câmara ameaça parar o ferry que liga a La Guardia por falta de condições do canal

A presidente da Câmara de Caminha ameaçou parar, a partir de 15 de setembro, o ferry boat que liga aquela localidade a La Guardia, na […]

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A presidente da Câmara de Caminha ameaçou parar, a partir de 15 de setembro, o ferry boat que liga aquela localidade a La Guardia, na Galiza, por falta de condições de navegabilidade do canal. “Não terei outro remédio que não seja parar o ferry, porque a atual situação é insustentável. Na maré baixa o ferry já não pode sair e mesmo na maré alta há sérios problemas, porque a areia entra nas bombas e causa sistemáticas avarias”, disse Júlia Paula Costa. Segundo a autarca, esta situação, além de prejuízos financeiros e insegurança na ligação, causa também “natural insatisfação” dos clientes, que se deparam com um horário que diz que há barco de meia em meia hora mas que têm de ficar em terra à espera que a maré encha.

Na sexta-feira, Júlia Paula reuniu com o alcaide de La Guardia, que lhe comunicou que a Direção Geral de Costas de Costas de Espanha, “atual responsável pelas dragagens do canal, não está disposta a assumir mais esse encargo”. “Alegam que é preciso um estudo de impacte ambiental que demora um ano, e que as areias dragadas têm de ser depositadas no alto mar, o que lhes fica muito caro”, criticou a autarca de Caminha. Durante 10 anos, o desassoreamento do canal foi assegurado pela Câmara de Caminha, tendo em 2008 o lado espanhol chamado a si essa responsabilidade, através de uma resolução assinada entre o Governo Civil de Viana do Castelo e a Delegação do Governo da Galiza. “Na altura, não fomos tidos nem achados sobre esta transferência. Na sequência dessa decisão, desmontámos o estaleiro que estava montado na margem do rio. Agora, achamos que os espanhóis devem cumprir 10 anos, tal como nós”, referiu Júlia Paula Costa. Os espanhóis assumiram essa dragagem durante dois anos, após o que deixaram de a fazer, alegando que essa operação redundou em prejuízos na ordem dos dois milhões de euros. “Isto não pode ser à vontade do freguês, agora faço, agora não faço. Se fizeram durante dois anos, não venham agora com desculpas esfarrapadas de estudos de impacte ambiental ou seja lá o que for”, acrescentou a presidente da Câmara de Caminha. Sublinhou que o ferry, “apesar de pertencer a Caminha, interessa às duas localidades”, pelo que considera que “a fatura não pode ser assumida apenas por uma das partes”.

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