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admin 30 Ago 2011

Galiza: Autarca de A Guarda pede solução que evite paragem do ferry que liga a Caminha

O alcaide de A Guarda, Galiza, apelou a todas as entidades competentes de Espanha para a necessidade de se encontrar uma solução que assegure a […]

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O alcaide de A Guarda, Galiza, apelou a todas as entidades competentes de Espanha para a necessidade de se encontrar uma solução que assegure a continuidade das carreiras do ferry que liga aquela localidade a Caminha. Na segunda-feira, a presidente da Câmara de Caminha, Júlia Paula Costa, ameaçou parar o ferry a partir de 15 de setembro, por falta de condições do canal de navegação, devido ao assoreamento. A autarca de Caminha sublinhou que a responsabilidade das dragagens cabe, desde 2008 e por 10 anos, à Direção Geral de Costas de Espanha, mas, acusou, este organismo só as fez nos dois primeiros anos.

 
O alcaide de Tui, José Manuel Domínguez Freitas (PSOE), sublinha a “grande importância” desta ligação e escreveu a uma série de entidades com competência na matéria, para tentar evitar a paragem do ferry a partir de 15 de setembro. O delegado do Governo na Galiza e os responsáveis pelos pelouros do Médio Ambiente, Território e Infraestruturas foram algumas das entidades a quem José Manuel Freitas fez chegar o assunto. Escreveu também ao titular da pasta da Cultura e Turismo na Junta da Galiza, lembrando que o ferry é a ligação necessária entre Caminha e A Guarda para que “tenha sentido” o Caminho Português de Santiago pela costa. O alcaide de A Guarda lançou ainda o repto para que, a médio prazo, “entre todos e dentro do marco da política transfronteiriça europeia, se possa encontrar uma solução definitiva” para o problema. Atualmente, segundo a autarca de Caminha, o assoreamento do canal impede a circulação do ferry na maré baixa e mesmo na maré alta “há sérios problemas, porque a areia entra nas bombas e causa sistemáticas avarias”. Segundo Júlia Paula Costa, esta situação, além de prejuízos financeiros e insegurança na ligação, causa também “natural insatisfação” dos clientes, que se depararam com um horário que diz que há barco de meia em meia hora mas que têm de ficar em terra à espera que a maré encha. Acarreta também problemas legais com os horários de trabalho dos funcionários do ferry.
Durante 10 anos, o desassoreamento do canal foi assegurado pela Câmara de Caminha, tendo em 2008 o lado espanhol chamado a si essa responsabilidade, através de uma resolução assinada entre o Governo Civil de Viana do Castelo e a Delegação do Governo da Galiza. “Na altura, não fomos tidos nem achados sobre esta transferência. Na sequência dessa decisão, desmontámos o estaleiro que estava montado na margem do rio. Agora, achamos que os espanhóis devem cumprir 10 anos, tal como nós”, referiu Júlia Paula Costa. Disse que os espanhóis alegam agora, como “desculpas” para não fazerem as dragagens, que seriam obrigados a fazer um estudo de impacte ambiental que demoraria um ano e que teriam de depositar as areias em alto mar, o que ficaria “muito caro”. “São desculpas esfarrapadas”, disse Júlia Paula, sublinhou que o ferry, “apesar de pertencer a Caminha, interessa às duas localidades”, pelo que “a fatura não pode ser assumida apenas por uma das partes”.

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