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admin 14 Jan 2015

Autarquias de Valença a Matosinhos rejeitam limitações à pesca com redes de deriva e pedem audiência à Ministra

Esta terça-feira de manhã, representantes de oito câmaras municipais do Norte e de oito associações de pescadores juntaram-se em Caminha para rejeitar as limitações à […]

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Esta terça-feira de manhã, representantes de oito câmaras municipais do Norte e de oito associações de pescadores juntaram-se em Caminha para rejeitar as limitações à pesca com redes de deriva previstas pelo regulamento do Conselho Europeu – COM 265 (2014), através da qual a União Europeia pretende proibir a utilização de todos os tipos de redes de deriva nas pescas. A posição de autarcas e pescadores, que rejeita a aplicação do regulamento tal como está, vai ser comunicada a Assunção Cristas, ministra da Agricultura e do Mar. Os autarcas e os pescadores vão solicitar uma audiência à Ministra.
Os autarcas do Norte acreditam que a aplicação do regulamento tal como está fará terminar a pesca da sardinha que usa essa arte, enquanto algumas comunidades de pesca artesanal “morrem”. Pretendem ver esclarecido se o regulamento se aplica às águas interiores, ou seja, aos rios, porque tal como está não exceciona nada e significaria o fim da pesca do sável e da lampreia.
Os autarcas sublinharam que, com esta problemática, se está a falar da morte da pesca artesanal, do sustento dos pescadores e das suas famílias, e de prejuízos incalculáveis para os municípios onde a gastronomia e o turismo têm uma forte ligação aos produtos do mar e do rio, como acontece com quase todos os representados. Calcula-se que existam cerca de 400 barcos de pesca artesanal a usar redes de deriva. A entrada em vigor do regulamento, diz Miguel Alves, autarca caminhense, ditaria o fim da comunidade piscatória de Vila Praia de Âncora, enquanto em Caminha terminaria a pesca do sável e da lampreia.
Vai ser agora redigido um documento formal, a subscrever por todos os intervenientes, a que se juntará um dossiê mais técnico, explicativo sobre a especificidade da pesca com redes de deriva que é praticada pelas embarcações da pesca artesanal, e o passo seguinte será pedir uma audiência a Assunção Cristas.
No salão nobre dos Paços do Concelho de Caminha estiveram presentes representantes das câmaras de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo, Esposende, Matosinhos, Valença, Póvoa de Varzim e Vila do Conde. Participaram no encontro também as três associações de pescadores do concelho de Caminha, Associação de Armadores e Pescadores de Castelo do Neiva, Associação para a Preservação da Pesca no Rio Minho, Associação de Pescadores da Ribeira Minho, Associação de Pescadores Profissionais do Concelho de Esposende e Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar.

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