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admin 23 Jan 2015

Estudo da UMinho e do Instituto Universitário Europeu: Ligação afetiva aos líderes partidários é determinante na decisão de voto

No momento de votar, os cidadãos privilegiam a ligação afetiva aos líderes políticos em detrimento da sua competência, conclui um estudo da Universidade do Minho […]

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No momento de votar, os cidadãos privilegiam a ligação afetiva aos líderes políticos em detrimento da sua competência, conclui um estudo da Universidade do Minho e do Instituto Universitário Europeu (Florença). “Esta tendência verifica-se independentemente da ideologia e das características sociodemográficas dos eleitores”, afirma o investigador coordenador Patrício Costa. Ainda assim, a competência dos líderes foi decisiva apenas para os partidos de esquerda. O trabalho pretendeu analisar de que forma a avaliação das características dos líderes partidários influencia o comportamento de voto dos cidadãos. Teve como base dados de estudos pós-eleitorais provenientes de sete países europeus com contextos sociais diferentes: Portugal, Espanha, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Itália e Hungria. “A erosão das clivagens ideológicas tradicionais, juntamente com os níveis crescentes de descontentamento e desalinhamento político, causou uma individualização do voto. Assiste-se a uma mediatização progressiva da arena política e os líderes tornaram-se no rosto humano dos partidos”, explica Patrício Costa, professor da UMinho. “Os eleitores desalinhados estão mais suscetíveis a fatores de curto prazo, tais como a influência dos representantes políticos e da consideração das suas características. Estes fatores conduziram-nos à personalização da política”, acrescenta. O estudo agrupou as características dos líderes em duas dimensões. A primeira relaciona-se com a competência e agrega variáveis como a assertividade, a autoridade, o conhecimento acerca da economia e da política, entre outras. A segunda dimensão, ligada à afetividade, reúne, por exemplo, características como o carisma, a credibilidade e a proximidade com os eleitores. Os dados foram submetidos a análises estatísticas multivariadas, que permitiram avaliar o poder preditivo da competência e da afetividade no comportamento de voto, controlando as variáveis sociodemográficas e a ideologia política dos eleitores. A investigação contou com a colaboração de Frederico Ferreira da Silva, do Instituto Universitário Europeu.

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