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admin 19 Jan 2015

Investigador de Viana encontrou o motivo pelo qual pessoas com hemocromatose morrem tão rápido

É um jovem investigador nascido e criado em Viana do Castelo e que acaba de fazer uma importante descoberta para o mundo científico. João Traila […]

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É um jovem investigador nascido e criado em Viana do Castelo e que acaba de fazer uma importante descoberta para o mundo científico. João Traila Arezes é investigador da Universidade do Porto, a trabalhar atualmente na UCLA, em Los Angeles, nos Estados Unidos da América, e descobriu que uma proteína responsável por regular o ferro no organismo também protege contra infeções graves, permitindo desenvolver um medicamento importante principalmente para doentes que sofrem de hemocromatose, excesso de ferro.

À Geice, João Arezes explicou que as as pessoas com hemocromatose costumam morrer rápido devido a infeções graves pois os pacientes têm deficiência de uma proteína que regula o ferro, a hepcidina, que é necessária para combater a infeção.

A conclusão do trabalho do investigador vianense foi publicada na passada semana na Cell Host & Microbe. Agora, os cientistas do grupo de João Traila Arezes estão a trabalhar no desenvolvimento de um medicamento, uma proteína que tenha o mesmo efeito da proteína que está em falta nos doentes. Para já, o medicamento foi ministrado a ratinhos com sobrecarga de ferro e o investigador explica que conseguiram diminuir a quantidade de ferro no organismo e proteger os ratinhos da morte depois de serem infetados. “Este é um estudo muito preliminar”, afirma o investigador, que reconhece a importância desta descoberta, dizendo que o medicamento só deverá estar pronto “daqui a muitos anos”.

Recorde-se que a hemocromatose é uma doença caracterizada por uma sobrecarga de ferro, pelo que os doentes têm demasiado ferro no organismo. Apesar da importância do ferro para o corpo humano, quando está em excesso torna-se tóxico e deposita-se em vários tecidos, como por exemplo o coração e o fígado, gerando problemas como cirroses ou cancro hepático.

João Traila Arezes explicou à Geice que os doentes com hemocromatose recebem o mesmo tratamento há dezenas de anos, que consiste na realização de “sangrias”, em que é retirado sangue ao doente. Os pacientes podem chegar a sofrer sangrias de meio litro por semana para retirar o excesso de ferro do organismo, pelo que um medicamento que evite este tipo de tratamento é muito importante.

João Traila Arezes completou o ensino secundário na Escola Secundária de Monserrate e foi depois estudar Bioquímica na Universidade do Porto. A determinada altura apaixonou-se pelos laboratórios e resolveu “fazer ciência”. Em 2012 foi fazer um doutoramento em Biologia e assim conquistou a oportunidade de estudar e trabalhar em Los Angeles.

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