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admin 18 Mar 2015

Minho: 5000 refeição tipicamente minhotas servidas em Paris ao longo de nove dias

No âmbito da semana da “Gastronomia Portuguesa”, a capital francesa vai acolher, ao longo de nove dias, os pratos tipicamente minhotos que vão ser apresentados […]

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No âmbito da semana da “Gastronomia Portuguesa”, a capital francesa vai acolher, ao longo de nove dias, os pratos tipicamente minhotos que vão ser apresentados por dois restaurantes de comida tradicional portuguesa. O “Restaurante Camelo”, localizado em Santa Marta de Portuzelo, concelho de Viana do Castelo, será responsável pelos pratos de carne, enquanto o “Restaurante Rocha”, de Rui Camelo, localizado em Apúlia – Esposende, apresentará pratos de peixe e de marisco. A ideia é servir, de 20 a 29 de março, ao almoço e ao jantar, aquilo que de melhor a cozinha minhota tem para oferecer.
A semana da “Gastronomia Portuguesa” terá lugar no Salão Vasco da Gama, nas instalações da Rádio Alfa e da Luso Press, em Paris, dois órgãos de comunicação social direcionados para as comunidades portuguesas em França. O salão tem espaço para 350 pessoas e António Camelo, responsável pelo afamado “Restaurante Camelo”, acredita que vai servir, em cada refeição, uma média de 250 pessoas, pelo que as expetativas poderão chegar às 5.000 refeições preparadas ao longo de todo o evento. Ainda antes do evento ter início, dois jantares já têm lotação esgotada. O responsável explicou à Geice que já têm casa cheia para o jantar da primeira noite, esta sexta-feira, e também para dia 26 de março, na noite do “Festival do Fiel Amigo onde o Bacalhau é o Rei”, promovido pela Academia do Bacalhau do Minho – Braga. “Fico satisfeito por poder levar o nosso nome a Paris e por dar esse gosto aos nossos emigrantes”, afirma, dizendo acreditar que esta promoção além-fronteiras vai ajudar a dinamizar a gastronomia do Alto Minho.
Entre esta terça e quarta-feira, partiram para Paris dois camiões TIR cheios de material de cozinha, “carregados” de artigos regionais para decorar o salão e ainda com muito produtos da gastronomia regional. António Camelo explicou que em França poderia encontrar produtos de qualidade para preparar as refeições mas admitiu que, “para fazer a vontade” às cozinheiras, leva a maior parte da comida de Portugal. Por uma questão de “brio profissional”, as cozinheiras dos restaurantes preferem cozinhar com a comida que conhecem e que utilizam no dia-a-dia. “Elas estão habituadas a confecionar os pratos com carnes e cabritos da Serra D’Arga, com peixe daqui, por isso, para lhes fazer a vontade, os dois camiões vão carregados com comida daqui”, garante.
Assim, partiram em direção a França, no que toca a produtos do mar, meia tonelada de bacalhau, 40 lampreias apanhadas nos rios Lima e Minho, 400 quilos de polvo, 150 quilos de robalo e muito peixe-galo. Já no que à carne diz respeito, a semana da “Gastronomia Portuguesa” vai permitir a todos os apreciadores da comida portuguesa degustar os cerca de 300 quilos de galo “pé descalço” e 56 cabritinhos que os dois restaurantes disponibilizaram.
O salão onde o evento acontece será dividido em duas partes, com o “Restaurante Camelo” a servir pratos de carne, como os Rojões à Moda do Minho com enchidos, os presuntos da região, arroz de galo “pé descalço”, sarrabulho à Moda do Minho, carne de salgadeira, cabritinho mamão, entre outras iguarias. Já o “Restaurante Rocha” vai preparar diversos pratos de bacalhau, incluindo o Bacalhau à Gil Eanes,  polvo grelhado, arroz de lampreia tradicional, escabeche de lampreia, empadinhas e açorda de lampreia, arroz de robalo, arroz ou massada de tamboril. “Tivemos de selecionar meia dúzia de pratos, porque era impossível levá-los todos”, assume, indicando que vão tentar mostrar o que melhor tem a gastronomia portuguesa. “Acho que vamos representar bem o Minho”, afirma, dizendo que “foi por isso que tivemos a honra de ser convidados”.
Também as sobremesas terão um cunho fortemente minhoto, com destaque para o Leite-creme queimado de Santa Marta de Portuzelo, o arroz doce à Prior de Vila Franca, as rabanadas à Camelo, clarinhas de Fão e folhadinhos da Apúlia. Nos camiões, os responsáveis pelos restaurantes levaram também o reconhecido vinho da região. António Camelo afirmou que levam 240 garrafas de vinho Alvarinho, vinho Loureiro das Terras de Geraz, vinho Loureiro de Forjães, entre muito outro vinho português. “Uma verdadeira adega”, reconhece o responsável pelo certame.
Para enriquecer o Salão Vasco da Gama, localizado na rua Vasco da Gama, em Paris, marcam também presença duas marcas vianenses. A Ourivesaria D’Prata, localizada no centro histórico de Viana do Castelo, apresentará em terras francesas a marca registada Filigrana D’Viana, com uma coleção de peças que presta homenagem a esta arte de trabalhar os metais preciosos tão característica do Norte do país. Já a marca VianaXik vai apresentar artigos regionais e acessórios de moda ligados à capital do Alto Minho.
Para ajudar a promover a gastronomia portuguesa ao longo destes dias, os restaurantes levam 14 funcionários, entre 6 cozinheiras e 8 funcionários responsáveis pelo serviço de mesa. A decoração também tem sido pensada ao pormenor, sendo garantida por bordados do Viana e por artigos que recordam os sargaceiros da Apúlia, em Esposende. Para este evento de divulgação da comida minhota os dois restaurantes contaram com o apoio logístico da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

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