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admin 06 Mar 2015

Regeneração urbana de Viana em debate: “Contam-se pelos dedos de uma mão o número de pessoas que vive na Praça da República”

Esta sexta-feira à noite, no Auditório da Fundação Inatel, em Viana do Castelo, debateram-se os “Desafios da Reabilitação e Regeneração Urbana”, numa sessão promovida pela […]

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Esta sexta-feira à noite, no Auditório da Fundação Inatel, em Viana do Castelo, debateram-se os “Desafios da Reabilitação e Regeneração Urbana”, numa sessão promovida pela Academia de Formação Manuel Freitas. Ao longo da sessão, foram surgindo críticas à maneira como a regeneração urbana tem sido desenvolvida na cidade de Viana do Castelo.
Eduardo Teixeira, que moderou a sessão na qualidade de deputado eleito na Assembleia da República, referiu a necessidade de “potenciar a economia local e o emprego” de uma maneira “ágil”. Durante a sessão, na qual participou o presidente do Conselho de Administração da Porto Vivo, Sociedade de Reabilitação Urbana, o caso do Porto foi apontado como um exemplo de sucesso, contrastando com as críticas apontadas à regeneração vianense. “São duas realidades muito diferentes”, disse Eduardo Teixeira, que considerou que “o Porto está focado em potenciar cada euro investido”. Chamou a atenção para o facto de o número de moradores da Praça da República de Viana do Castelo se poder contar “pelos dedos de uma mão”, acrescentando que “em muitas ruas do centro histórico não vive ninguém”, o que acredita ser consequência de políticas erradas de reabilitação urbana.
Manuel Freitas, empresário que deu o nome à Academia que promoveu o debate, referiu que na Rua Sacadura Cabral vivem apenas duas pessoas e alguns animais: “vivo eu, a minha mulher, um cão e dois gatos”, lamentou. Continuou a sua intervenção dizendo que “Viana não tem atratividade” e que, por isso “somos completamente engolidos pelas vilas à nossa volta”.
Marques Franco, arquiteto e vereador do PSD na Câmara Municipal de Viana do Castelo, lamentou o esvaziamento da cidade de Viana, dizendo que “sempre que requalificamos um espaço, o pressuposto é que apareçam mais pessoas, mas em Viana acontece exatamente o contrário”.
Rui Martins, ex-vereador do Urbanismo na autarquia de Viana do Castelo, entre 1993 e 1997, fez um balanço das últimas décadas e apontou algumas das causas para as dificuldades que a capital do Alto Minho tem vindo a sentir. A instalação de grandes superfícies comerciais e do centro comercial na cidade contribuíram para aumentar as dificuldades do comércio tradicional, considerou. Criticou o reperfilamento do estuário do Lima, na década de 80, e as alterações no centro histórico. Resumiu considerando que Viana “é uma cidade extremamente bem dotada de estruturas que estão muito mal geridas”.
Já Álvaro Santos, presidente da Porto Vivo, veio falar da sua experiência na liderança desta Sociedade de Reabilitação Urbana na cidade do Porto. Explicou que o Porto perdeu quase 100 mil habitantes nas últimas três décadas e que, por isso, o foco é tornar a cidade mais atrativa para a população residente. A estratégia passou pela re-habitação da Baixa do Porto; pelo desenvolvimento e promoção do negócio na Baixa portuense; pela revitalização do comércio na cidade; dinamização do turismo, cultura e lazer; e pela qualificação do domínio público. Entre 2005 e 2014, revelou, 61 milhões de euros de investimentos públicos permitiram alavancar 813 milhões de euros de investimentos privados.
Em 2014, deram entrada 900 requerimentos para reabilitação na sociedade Porto Vivo, pelo que o ano passado foi “o melhor de sempre”. Os primeiros indicadores de 2015 apontam para um crescimento considerável, com o mês de janeiro deste ano a ter emitido o mesmo número de alvarás que durante todo o primeiro trimestre do ano transato.

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