FECHAR
Logo
Capa
A TOCAR Nome da música AUTOR
admin 12 Mai 2015

Paço de Giela degradado por “desleixo” será reinaugurado depois de intervenção de 1,3 milhões de euros

O Paço de Giela, em Arcos de Valdevez, “foi um dos primeiros monumentos nacionais a ser classificado português, mas também um dos que conheceu um […]

Acessibilidade

Ouvir
Aumentar Texto Diminuir Texto
Contraste Contraste

O Paço de Giela, em Arcos de Valdevez, “foi um dos primeiros monumentos nacionais a ser classificado português, mas também um dos que conheceu um abandono mais rápido e um mais forte desleixo”, lamentou Nuno Soares, diretor da Casa das Artes, dizendo que a inauguração do monumento, agendada para 11 de julho, depois de obras orçadas em 1,3 milhões de euros, será “um momento fundamental para o concelho e para o país”.
Esta terça-feira, na conferência de imprensa que apresentou o programa das Comemorações dos 500 Anos do Foral a Arcos de Valdevez, Nuno Soares disse que foi “em boa hora” que a Câmara Municipal adquiriu o monumento, para que finalmente fosse possível proceder à requalificação do espaço, com o apoio de fundos comunitários.
João Manuel Esteves, autarca arcuense, diz que esta candidatura de 1,3 milhões de euros engloba a requalificação do Paço e também produção de conteúdos. A obra é comparticipada com fundos comunitários, através do Programa Operacional Regional do Norte. O responsável disse que a recuperação está “praticamente concluída” e acredita que será “uma grande surpresa” para a população.
A reabilitação do Paço de Giela, um monumento nacional com mais de 500 anos em Arcos de Valdevez, permitiu recuperar um monumento que estava em risco de ruína há vários anos, apesar de ser um dos mais importantes monumentos do concelho. A reabilitação deste património insere-se num projeto mais alargado para aquela área, constituída pelos edifícios classificados e uma quinta envolvente com 22 hectares, propriedade municipal, denominado Parque Urbano do Paço de Giela.
O objectivo da Câmara Municipal era “consolidar e reabilitar” aquele conjunto histórico, classificado como monumento nacional desde 1910, dotando-o de valências culturais e de promoção turística. Segundo informação da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), o “conjunto apalaçado” de Giela constitui “um dos mais interessantes exemplos de habitação nobre em meio rural” da Idade Média em Portugal. Alguns historiadores atribuem as primeiras obras no local ao período “anterior à nacionalidade”, enquanto o Igespar admite que a construção da torre principal e mais simbólica do espaço terá acontecido no século XV.
“Uma das suas características mais marcantes [da torre] é o facto de não possuir quaisquer aberturas, à excepção de uma janela que encima o portal e uma fresta do lado norte, circunstância que lhe confere uma solidez militar verdadeiramente impressionante”, lê-se na página de Internet da Direcção-Geral do Património Cultural.

Imagem: https://arcosnocoracao.wordpress.com/

Comentários

Últimas notícias

mais notícias

Últimos podcasts

mais podcasts