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admin 05 Jun 2015

Finalíssima: Atlético dos Arcos emite Comunicação de Protesto

Depois de ter perdido a Finalíssima do Campeonato Distrital da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Viana do Castelo para o Neves Futebol Clube, […]

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Depois de ter perdido a Finalíssima do Campeonato Distrital da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Viana do Castelo para o Neves Futebol Clube, o Atlético dos Arcos que foi derrotado em Ponte de Lima por duas bolas a uma (2-1), vem uma semana depois mostrar a sua indignação por factos ocorridos na referida partida.
A Geice FM transcreve na integra a Comunicação de Protesto do clube de Arcos de Valdevez.

COMUNICAÇÃO DE PROTESTO
No pretérito dia 30 de Maio de 2015, realizou-se o jogo entre o Clube Atlético dos Arcos e o Neves Futebol Clube que definiu a subida de divisão ao Campeonato Nacional de Seniores. O referido jogo, conforme obrigatório, por se tratar de uma finalíssima, disputou-se em campo neutro no estádio de “Os Limianos”, em Ponte de Lima.
Um jogo intenso disputado entre duas equipas que, com toda a galhardia, disputavam entre si o sonho da subida de escalão para o Campeonato Nacional de Seniores, apoiado pelos individuais desejos de todos os jogadores que apenas almejavam o melhor para o clube que bravamente honraram, para si mesmo e para todos os arcuenses que ali viam um pedaço enorme do seu orgulho a ser autentica e dramaticamente dilacerado num minuto em que houve lugar à marcação pelo árbitro auxiliar da partida de um pontapé de grande penalidade, do ponto de vista da maioria das pessoas presentes de forma errada, já em tempo de compensação, ao cair do pano, mais exatamente aos 93 minutos de jogo.
Não será contudo essa tomada de decisão irrevogável, o centro da nossa reflexão que ditou o destino do nosso clube de forma oracular. O traçado da presente não estará assente na desgastada análise sobre o polémico lance decisivo para as pretensões de ambas as equipas e que acabaria por materializar-se em golo. O que aqui está em destaque é escalpelizar determinados acontecimentos significativos para o jogo e futuro dos clubes que ali disputavam uma única partida. Partida essa que, exatamente como outras, pelo menos de forma geral e abstrata, respeita regras pré-determinadas pelas instâncias de futebol nacionais e internacionais em regulamentos e leis de jogo. Regras essas que são antecedidas de critérios de imparcialidade, isenção, rigor, justiça, equidade, entre tantos que constituem baluartes do edifício estruturante da organização de uma modalidade integrada numa sociedade livre, democrática e que, como tal, tem que garantir a igualdade de oportunidades e de tratamento digno a todos, independentemente da sua posição económico-financeira, ou outra de qualquer tipo e espécie. Num país livre não pode haver lugar à obscuridade, à opacidade de intenções a coberto de alguns que privilegiam uns em face de outros, por vezes apenas por questões de ordem identitária, de afeto, de proximidade a uns e distanciamento a outros. Porque os órgãos que constituem as instâncias de organização desportiva são compostos por gente que é provida de emoções, que por vezes se deixa arrastar pelos caminhos da ignomínia. Porém, recusamo-nos a acreditar que tenha sido este o caso concreto.
Com esta missiva pretendemos muito mais do que, ver o bom nome do nosso clube, da nossa terra, dos nossos associados, dos nossos jogadores, dos nossos diretores, dos nossos apoiantes aqui e além-mar, que incansavelmente e sem pedir nada em troca a não ser uma enorme vontade de vencer, nos apoia, onde quer que estejamos, ser salvaguardado e limpo!
Estamos a exercer o direito à nossa indignação por termos a exata noção que fomos vítimas de tratamentos desigualitários, discriminatórios, e que em nada contribuem para a tão propalada Verdade Desportiva! Não podemos falar de verdade desportiva perante as dúvidas materializadas nas perguntas que urgem esclarecer e que são as seguintes:
1. Qual foi o critério de atribuição da condição de visitantes e visitados neste jogo?
2. Como se processou, consequentemente, a escolha dos balneários e bancos de suplentes?
3. Quando, onde e de que forma foi feito o sorteio obrigatório para designação destes critérios?
4. Porque foi comunicado pelo Arbitro da partida a não permissão ao Atlético dos Arcos de disputar 45 minutos da partida com as suas bolas de jogo?
5. Porque foi a equipa do Atlético dos Arcos, depois do golo do Neves, obrigado a jogar com bolas em condições depauperadas? (Contrariando as normas e instruções para árbitros, em jogos em campos neutros, da Federação Portuguesa de Futebol)
6. Porque não se encontrava, num jogo de extrema importância, nenhum elemento da Associação de Futebol de Viana do Castelo para assegurar igualdade de tratamento aos dois clubes?
7. Porque foi alterada a equipa de Arbitragem liderada pelo Arbitro Bruno Nunes, especificamente para este jogo, dificultando dessa forma a comunicação, a coerência e a imparcialidade em vários lances da partida com claro prejuízo para o nosso clube?
As questões colocadas parecer-vos-ão de somenos importância face a outras em causa e bastante mais impactantes do ponto de vista mediático, porém, todas e quaisquer delas estão ainda por responder. No momento apropriado do jogo, apresentamos a nossa reclamação quanto a algumas destas questões ao arbitro da partida, porém, nada foi feito e fomos votados a um desrespeitoso desprezo.
Como se questões de garantia de imparcialidade no tratamento das equipas no decurso de um jogo, fossem apenas meros caprichos e simplesmente dispensáveis. Como se a nossa dignidade não devesse ser prezada em qualquer detalhe que fosse. Como se de repente houvesse quem fosse avaliador discricionário de regulamentos e leis de jogo que se aplicam objetivamente sem lugar a qualquer tipo de especulação ou dúvida na sua forma de interpretação.
A verdade é tão-somente que todas as perguntas advêm de um clamoroso desrespeito pelo nosso clube. No jogo em causa todos estes fatores deveriam ter sido tratados com especial atenção por estarmos perante um jogo decisivo, garantindo que nada falhasse e tudo corresse de forma a satisfazer adeptos, associados, dirigentes e jogadores. Nada disto sucedeu! Incompreensivelmente entenderam os dirigentes fazer o que fizeram de forma leviana.
Aguardamos então os respetivos esclarecimentos, anunciando desde já que a presente missiva será comunicada a todas as instâncias de desporto, a todos os clubes distritais e amplamente divulgada na comunicação social. Terminamos com uma citação de um homem que não soube nunca compactuar com injustiças e nós também não saberemos: “A dignidade pessoal e a honra não podem ser protegidas por outros. Devem ser zeladas pelo indivíduo em particular.”, Mohandas Karamchand Gandhi.
O Presidente Atlético dos Arcos
José Carlos Caçador Marinho

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