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admin 23 Jul 2015

Campeonato Europeu de Vela estreia mundialmente em Viana sistema de controlo de velejadores

Uma empresa de Vila Franca, freguesia de Viana do Castelo, estreou mundialmente, no Campeonato Europeu de Vela, a decorrer até sábado na capital do Alto […]

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Uma empresa de Vila Franca, freguesia de Viana do Castelo, estreou mundialmente, no Campeonato Europeu de Vela, a decorrer até sábado na capital do Alto Minho, um sistema de controlo de velejadores. Os “chips” criados para a prova foram adaptados pela primeira vez à náutica, através de um sistema de cronometragem que a empresa “Classificações.net” utiliza já em outros desportos, como o ciclismo, atletismo, o trail e o BTT.
O sistema de controlo já existia mas a empresa de Vila Franca adaptou-o para este Campeonato Europeu de Vela – classe Laser, o que corresponde a uma estreia mundial destes chips em desportos náuticos.
Hélder Barbosa, representante da “Classificações.net”, explicou à Geice que “a nossa empresa faz cronometragem de vários eventos desportivos” e o Clube de Vela de Viana do Castelo, que está a organizar o Campeonato Europeu, lançou o “desafio” para que criassem um sistema de controlo das entradas e saídas dos velejadores.
“Fizemos uma adaptação daquilo que aplicamos no atletismo e no ciclismo para este controlo de check in/ check out, para verificar quem está no mar e quem não está. Eles aqui têm dois circuitos, o circuito Alfa e o circuito Beta, e nós conseguimos dizer se já estão todos no circuito na água, para poder entrar o circuito seguinte, ou vice-versa. Também conseguimos ter os tempos de entrada e de saída na água”, explica o representante da empresa responsável pela instalação destes chips, sendo que cada aparelho custa cerca de 100 euros.
Neste Campeonato Europeu de Vela estão a ser utilizados 263 chips, um por cada atleta dos 31 países concorrentes. O chip vai preso no mastro da embarcação e é totalmente à prova de água. Ao passar por dois tapetes de leitura, o chip permite certificar “com total segurança” se a embarcação entrou ou saiu do mar.
Esta nova tecnologia veio substituir a forma “arcaica” como, até agora, as organizações procedem ao controlo de entrada e saída dos velejadores no mar. “Existem uma espécie de cartões que o atleta tem de levar para o mar. Quando o atleta chega, tem de colocar o cartão num determinado sítio, sendo que é alguém da organização a verificar visualmente se falta algum cartão. O que acontece é que o atleta pode perder o cartão, o atleta pode vir completamente desnorteado e esquecer-se de colocar o cartão, fazendo com que andem à procura dele. Com este sistema, electronicamente, nós conseguimos saber à saída logo do mar, que o atleta já está em terra”, explica Hélder Barbosa, garantindo que este é um sistema “mais infalível”.
“Os velejadores podem perde-se, por algum motivo, e assim nós sabemos se o dorsal 2 ou 3, por exemplo, ainda não está cá. No segundo dia de prova houve bastante nevoeiro e houve algum receio, mas assim pudemos verificar que todos tinham regressado a terra”, explica.
“Para nós, está a ser um agradável sucesso e uma agradável experiência. Agora compete às outras organizações saber se o sistema é útil ou não”, diz o representante da “Classificações.net”, aguardando por novos desafios. A empresa foi criada em Vila Franca, há cerca de 3 anos, pelo ex-ciclista Ricardo Costa, para se dedicar à cronometragem de eventos desportivos.
João Correia, presidente da Associação Portuguesa da Classe Laser, afirma que é a primeira vez que o sistema está a ser aplicado em Portugal e refere que este sistema confere “total segurança” e “precisão” no controlo das entradas e saídas dos velejadores. “Não há possibilidade de falha humana, de alguém se esquecer”, declara, elogiando a inovação. “Em provas desta dimensão, acho que é o sistema perfeito”, assume.
Já o treinador da seleção italiana, o português Luís Rocha, também garante que este sistema é uma novidade. “É a primeira vez que este sistema é aplicado no mundo, pelo menos na vela ligeira, vela olímpica”, diz, afirmando que até agora o sistema era “apenas de assinatura”. “É prático e simples”, garantindo maior segurança para a organização e libertando os atletas da preocupação em assinar papéis ou entregar cartões.

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