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admin 01 Set 2015

SC Vianense: José Durães aguarda decisão do tribunal para decidir se toma posse como presidente do clube

José Durães, eleito sexta-feira como novo presidente da direção do Sport Clube Vianense chamou os jornalistas para prestar alguns esclarecimentos que considera pertinentes. Em conferência […]

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José Durães, eleito sexta-feira como novo presidente da direção do Sport Clube Vianense chamou os jornalistas para prestar alguns esclarecimentos que considera pertinentes.
Em conferência de imprensa, sem direito a perguntas dos jornalistas, Durães afirmou que respeita as decisões judiciais e que vai aguardar pela decisão do tribunal de Viana do Castelo relativamente à providência cautelar movida pelo associado, César Boaventura para decidir se toma ou não posse.
“O sócio que já mudou de número duas vezes só se tornou associado do clube no dia 31 de agosto e a sua inscrição não foi aprovada em reunião de direção” acusou. Durães considera que César Boaventura não tem legitimidade.
O presidente eleito para dirigir os destinos do Vianense diz ter conhecimento de quem se juntou a Boaventura para tentar impedir a sua entrada no clube. “Tenho conhecimento que quem assinou a ação que entrou no tribunal, como testemunha, foi o senhor Bruno Capelão, que é pessoa responsável pelo que se recebe na lojinha do clube. Quem pagou a taxa de justiça foi o senhor Cambão. O que é que isto quer dizer?
Na conferencia de imprensa realizada esta terça-feira na sede do clube centenário de Viana do Castelo, José Durães, que se fez acompanhar por Luciano Sousa e José Rego, começou por criticar a direção de João Paulo Novo ao afirmar que “ninguém no seu estado perfeito pode aceitar que deixe um balancete de fevereiro de 2014 com saldo de caixa 431 mil euros, sem suporte contabilístico”.
Durães também não poupou a atual direção de Jorge Gama. “A direção atualmente em funções não quis saber de nada, não resolveu nada, não foi atrás dos documentos, de dinheiro, de rigorosamente nada, nem contas deu aos socios durante o tempo que esteve no clube. Quero realçar que a na atual direção toda a gente recebe, e ninguém paga”.
Foi com a direção de João Paulo Novo que o clube se começou a desgovernar e foi a atual que o meteu no caixão e abriu-lhe a sepultura para o enterrar” afirmou.
José Durães, dispara em todas as direções e acusa a autarquia vianense por ter adiantado três anos de verbas ao clube. “A direção demissionária cometeu o erro de ir à Câmara Municipal buscar o subsídio dos três anos do seu mandato. Não tinham que o fazer porque não sabiam se iam cumprir o mandato, e aí critico a Câmara por ter deliberado dar todo esse dinheiro. Toda a gente de bom senso sabia que se este dinheiro fosse gasto, e desbaratado em meia dúzia de dias, para a época 2015/2016 o clube não ia ter dinheiro para fazer a equipa. Como não ia ter dinheiro decidiram entregar a gestão à Apolo Cine, e agora decidiram enfeudar-se a um pseudoempresário, que, em minha modesta opinião e porque conheço, é pior que a Apolo Cine. “Quero denunciar esta santa aliança entre dois diretores demissionários, e esta empresa que colocou no Vianense oito jogadores que custam ao clube 3 mil euros por mês” acusou.
Neste encontro com os jornalistas, José Durães também acusou o Vice Presidente, António Araújo. “Segundo números avançados na assembleia-geral do passado dia 27 de julho pelo vice-presidente demissionário, a equipa de futebol sénior custava 5.800 euros, e que atualmente custa 9.200 com a contratação de oito jogadores a este pseudointermediário”.
Criticou o que chamou de “boicote” ao ato eleitoral de sexta-feira, dizendo que “os votos brancos e nulos pertencem a pessoas da anterior e atual direção”. Nesse sentido, questionou: “Quem tem medo da minha eleição. Será que têm medo que chegue aqui e descubra coisas que não devia descobrir?”.
Durães confidenciou que já reuniu com o Vereador do Desporto da autarquia vianense, Vítor Lemos. “Na reunião que tive na semana passada com o vereador do Desporto da Câmara Municipal de Viana, fiquei a saber que o clube deve 1.800 euros de água porque não paga as faturas do fornecimento desde 30 de abril deste ano. Não paga há cinco meses e qualquer dia leva um corte”, frisou.
Quanto à Luz que foi cortada na semana passada, Durães diz que foi ele que pagou.
“Foi o vice-presidente demissionário, António Araújo Costa que me ligou a dizer que estava o homem da EDP com o alicate para cortar a luz porque não tinham dinheiro para pagar. Em consciência tomei a decisão de pagar a luz mas se não tomar posse quero imediatamente esse dinheiro de volta, não vou esperar 30 dias para me devolverem esse dinheiro, porque eu sei que o clube gera fluxos financeiros para me poder reembolsar desse dinheiro. Disso eu não tenho rigorosamente nenhuma dúvida”.
Denunciou ainda a entrada na Associação de Futebol de Viana do Castelo de um cheque de um espanhol, no valor de 22 mil euros, para pagar a inscrição dos jogadores para a atual temporada.
“Estranho a data do cheque, 29 de agosto, o dia seguinte às eleições. Deve ser para eu a pagar”, ironizou.
Durães falou também da demissão dos elementos do Conselho Jurisdicional e denunciou que foram notificados pela Segurança Social para pagarem 3.200 euros sob pena dos bens pessoais serem penhorados. “Isto é inadmissível”, declarou.
José Durães diz que o Vianense deve 12 mil euros às Finanças e cerca de 44 mil euros à Macron (empresa que fornece os equipamentos do clube.
Sobre o seu projeto para o Sport Clube Vianense, Durães diz estar tudo claro no seu programa eleitoral e que vai ser para cumprir.
A equipa sénior vai ter um diretor de futebol, um diretor desportivo e um elemento de prospeção de mercado.
Durães diz não gostar do plantel que está atualmente a disputar o Campeonato Nacional de Séniores. “Vi os dois primeiros jogos do Vianense e não gosto da equipa. Não aceito que se gaste 90 mil euros no futebol profissional”, sustentou.
Revelou que já conversou com o treinador Rogério Amorim e com os seus adjuntos tendo perguntado que posições necessitam de ser reforçar “para ter equipa competitiva”.
Face ao que ouviu do técnico e da sua experiência “de mais de 40 anos no futebol” conclui que a equipa precisa “de um central, um ala esquerda, um ala direito, dois pontas de lança, e um cérebro para o meio campo”.
Pré-acordo com a Gestifute para a contratação de quatro jogadores.
O sérvio Marcic Milan, que nos últimos seis meses esteve ao serviço do Vitória de Guimarães, Kinglesy, (ex- Beira-mar), Paul (ex-jogador do Oeiras) e Júnior do Futebol Clube do Porto. “Posso contratá-los hoje e, no máximo podem custar ao clube são 700 euros por mês”, disse.
O encontro com os jornalistas terminou tal como começou, sem se saber se Durães toma, ou não posse como presidente do Sport Clube Vianense.
“Respeito as decisões dos tribunais e vamos aguardar. Durante o dia de sexta-feira cumunicarei a minha decisão”. Concluiu.

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